





Mais uma das "nossas" mulheres a quem o país falhou.
Cheia de graça e de talento.
Em qualquer enciclopédia se encontram os trilhos desta pintora portuguesa, a quem o estado novo - que até nem me apetece escrever com letra "grande" - negou a identidade.
Em 1940, um quadro de Lisboa que executou para a Exposição do Mundo Português, foi recusado.
Em plenos tempos de cólera e guerra, ela e o seu amado marido Árpád Szénes que viviam em Paris, mudam-se para o Rio de Janeiro, visto que em Portugal não os deixam permanecer.
Árpád era pintor, húngaro, judeu e o regime de Salazar ainda lhe acrescentou a suspeita de ser comunista.
Desse tempo e sob a influência da guerra, Helena tem um desenho chamado "Tinha a Cabeça Cheia destas Ideias Tristes".
sexta-feira, março 06, 2009
A Pintora - A Pintura
quinta-feira, março 05, 2009
Camélias e lugares V
A Quinta Villar d'Allen subsiste ainda nas mãos da família, que transformou uma parte do terreno num viveiro de produção de plantas ornamentais de exterior.
Como forma de rentabilizar um espaço maravilhoso ... que não se vive de sonhos!
E muito menos neste velho país; que apoia acções de cimento e alcatrão muito mais que a terra.
Deixo os caminhos com habitual nostalgia, trazendo os olhos e as mãos cheios de camélias.
No coração da casa as conservo durante uma semana.
Não só as pessoas e os bichos: há muitos sítios afectuosos para onde o meu gosto se orienta.
Onde viveria feliz.
Aqui o quis dizer.
Árvores e azulejos da quinta
Araucária- irmã da existente no Jardim da Cordoaria (plantada entre 1867/69).
Cedros, fetos gigantes e várias espécies de palmeiras.
Entre verdes, azulejos de ingenuidade.
quarta-feira, março 04, 2009
Os românticos caminhos d'Allen
Jardins formais e jardins ao estilo inglês - para quem me conhece...só podia ser! -, que imitam a natureza, caprichosa nos seus caminhos de ramos e raízes.
Os cantos, lagos, esculturas e árvores centenárias num efeito sedutor para olhos cansados de linhas rectas.
Camélias IV
Algumas brotam e sorriem discretamente para nós (ah...repara como modesta sou mas preciosa no meu segredo de pétalas...).
É preciso pegar-lhes com delicadeza para as descobrir e sorrir-lhes entre as folhas de verniz.
Camélias III
As damas, de rosas e vermelhos vestidas.
Preferem os solos ácidos, húmidos e não suportam demasiada exposição solar. Por isso, são flores de excelência no norte do país.
Alfredo Amsinck Allen, filho de João Allen e jardineiro por paixão, adquiriu, e cultivou na sua quinta, muitas plantas exóticas de que oferecia exemplares aos seus amigos ou parentes.
Tinha também uma inestimável colecção e "criação" de camélias, tendo distribuído centenas de árvores por parques públicos e privados.