Na "Densidade" do olhar.

Na chegada.
No caminho.
Legado de Picasso, na fachada de um prédio. O Natal.
Sol à solta nas ruas.

Antes de chegar à cidade, um olho de ave.
Para a terra, para o mar, o azul Mediterrâneo.
sexta-feira, abril 24, 2009
Barcelona - Picasso
Barcelona e a Densidade






O que é intenso é denso?
Pode ser denso e não ser intenso?
Ah...não vou ao dicionário, deixo-me levar pela imaginação, densa e intensa!
"Densidade" foi a palavra: e a imagem que escolhi para esta semana no PPP: uma foto a preto e branco de Picasso, sobre uma parede de pedra "mesmo".
Explicar a densidade da vida deste pintor - o fundo dos olhos que nos interrogam, as rugas de expressão, as mulheres, as manias. As tantas vezes que o reencontro em sítio onde o procuro, satírico, onírico, lírico.
Duras as linhas do combate, azúis e rosas da pobreza, brancas as pombas.
O Museu Picasso, em Barcelona - e lá estou de novo na cidade-densidade - está muitíssimo bem descrito nos itens de procura do Google. Escusado descrevê-lo mas essencial vê-lo!
Direi que me diverti a ver a desconstrução que ele fez de "As Meninas" de Velásquez (pintadas em 1656!!!), por exemplo.
Viajem então comigo e com as imagens, desde a manhã de chuva até alguns dos lugares "de lá".
quarta-feira, abril 22, 2009
Temas recorrentes de "escritório"







Barcelona (re)corre na minha imaginação, a propósito de quem fala dela e do que eu lembro em duas épocas diferentes.
(quando, e com quem, espaços de 10 anos começam a ser contados por "muito tempo".)
Uma cidade em trabalho e a ânsia de a sentir, um pouco que fosse.
Um turismo de alguns dias e então, a ânsia do pormenor, o mais que pudesse.
Para a palavra "Escritório", fui buscar uma imagem do escritório de Roger Segimon de Milà, industrial catalão, que mandou construir a sua morada - conhecida por "Casa Milà-La Pedrera" e consagrada Património Mundial da Unesco - pelo arquitecto Antoni Gaudi, entre 1905-1907.
É esta a sequência.
E voltaria a Barcelona, sempre!
terça-feira, abril 14, 2009
Presentes
O Tiago, um "rapaz de Madrid", no ninho de nós.
Foto de L., beijo em pedra, um rio o deu.
Fotos de FM. de Viena. O Danúbio acenou.
E certamente que foi mesmo em mim que pensaram.
Pelas fotografias.
Os presentes dos ausentes.
Tempo de abraçar/ver meninos, amigos e filhos deles, comeres exóticos das misturas da amizade - a lampreia, o sável de escabeche, o anho e o leitão, pão a saber a canela e bôla da aldeia, as cores das novidades, os risos dos reencontros.
Uma pausa no silêncio.
sexta-feira, abril 10, 2009
Confissão
Pela época e viveres antigos judaico-cristãos que nos deixam marcas, confesso-me hoje, que dizem 6ª feira de santos passos.
Depois de crescida e crianças fora, passei a abominar (lembro o "Abominável Homem das Neves"...
que termo forte!!! - melhor diria, a sentir-me "contrariada por circunstâncias exteriores" e esta é uma lápide que serve muitos monumentos meus),
centros de compras, aniversários de qualquer coisa, encontros de empresa, datas de Valentins, páscoas, natais, carnavais e coisas que tais!
Outras circunstâncias intervieram para que passassem a cansar-me reuniões de mais de meia dúzia de pessoas.
Duas e duras realidades: o que esperam de nós, o que é possível darmos.
Portanto, recebo saudações e educadamente, e a mente, deixo as minhas flores de renascimento. Sim, sou sensível à Primavera, ao cheiro do novo, ao colorido das coisas e até das amêndoas.
(de licor e tão raras eram, meia dúzia delas, os bébézinhos, as ervilhas, os feijões, as ânforas desenhadas e com um fiozinho dourado como asa...)
Votos bons para os que mos desejarem, expressos ou em pensamento.
segunda-feira, abril 06, 2009
Igual/Diferente miragem





E apetece-me ir a correr difusa a mente
para "as minhas coisas à solta", imaginando fugir para lugares muito altos.
Inacessíveis e de vertigem, bem sei. Mas a memória é uma (renovada) biblioteca de Alexandria.
Porque tudo é igual, e igualmente diferente, consoante
(sendo que a vogal sou eu)
as horas do dia.
Ou noite.
Ou ano.
Ou década.
Ou lugar.
Miradouro
Tal como a palavra-sugestão no PPP da semana passada, exprimo-me com o(s) lugar(es)/horizonte (s) que amo.
Sentada em mesa tosca, sentir granito.
Ver medronhos e caminhos de flores.
Brincando com o chão, folhas, ervas, pedras e com o fio do olhar perdido para lá dos montes. Virar as costas à foz e (re)nascer como um rio.
Um caderno pequeno que unicamente funcione por memorização, alguns símbolos de poucas palavras.
Aguarelas, livros, silêncio.
Assim, o que também disse, poderia ser o meu "escritório" da imaginação.
domingo, abril 05, 2009
Já que lembrei o Teatro ...
"Ensaio amargo sobre Petra Von Kant".
Adaptação da peça de R.W. Fassbinder "As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant".
Conhecia o filme, de tempos alternativos 73/74??? donde me salta a imagem andrógena de Hanna Schygulla, a amiga de Petra.
Levada por gente nova, a reflectir sobre teatro e vida.
Noite de muito vento mas tanto entrelaçar humano entre os presentes: Teatro Bocage.
Encenação de Sophie Pinto, com Filipa Leão, Katrin Kaasa e Vanda Cerejo, música ao vivo de Lousy Guru. Magníficos!
"O destino do mundo não é regido pelo amor. Nesse ponto, a mente da mulher está ligeiramente equivocada", diz Fassbinder.
Mas podia...digo eu, mesmo sabendo que não há nenhum caminho de amores perfeitos!
E mesmo que nem sempre as caudas de pavão dos sentimentos se abram, plenas.