terça-feira, abril 22, 2014

25 de Abril perto



Fizemos e passámos, por eles e pelos avós deles, impossíveis.

Temo-lo nas mãos ainda erguidas, agora no agora entregue aos filhos e netos.
Nunca deixará de ser a "Revolução dos Cravos".
Enquanto uma criança empunhar uma flor e um conhecimento, um livro e uma canção de Liberdade.

segunda-feira, abril 14, 2014

Inesperada

Ah... não há nada como o que se encontra belo na surpresa dos dias!
Quando mudam as vontades e é dia quatro do mês quarto em 2014. E se vive com as cores e os lugares que são, afinal, o apelo do espírito alerta.








"Donde veio? Enquanto eu pensava, a flor da manhã tornou-se 
       um nada comovente"

"A História de Murasaki" de Liza Dalby, Edição Gótica, Março 2001


domingo, abril 06, 2014

A Primavera

... vai e volta
sempre,
a mocidade vai
e não volta mais.

 "A Primavera põe luto mesmo no topo do mundo e o céu escurece
      com uma névoa preta de tristeza"

 "A História de Murasaki" de Liza Dalby, Edição Gótica, Março 2001.

segunda-feira, março 31, 2014

Brancas como nome

Ainda as camélias. As flores de Inverno.
Brancas, esta colecção delas.
Como resistiram à geada, a tanta chuva e vento?












Olhando-as "nos olhos", são todas diferentes.
Na fragilidade dos dias.

domingo, março 23, 2014

Sentindo

Fome. De flor.



Deste diálogo sempre novo.


quarta-feira, março 12, 2014

Hábitos de Inverno II

E, enfim, a cidade. Das maravilhas que sei, das casas abandonadas, dos horizontes cortados abruptamente pelos prédios sem remédio.
Este foi o lugar onde nasci e onde sinto uma aspereza que às vezes se adoça.
Com sentimentos conhecidos e camélias, também.













Hábitos de Inverno I

Desde muito pequena, aquele horizonte duma espécie de rosas nas árvores de inverno.
Ali à frente, debruçada na janela de guilhotina na casa velha.
Depois de um muro denso e num jardim vedado até à rua, onde aconteciam imaginados todos os mistérios de uma menina.










E dá-me uma espécie de "febre de camélias" nesta época. Uma forma de sobrevivência gloriosa lhes atribuo já que estas "flores do tempo agreste" são a negação da chuva, do vento, da falta de sol.
A exposição deste ano foi no átrio da Câmara Municipal. Pelo inusitado do espaço que nunca visitei e embora prefira as japoneiras à solta nos jardins, fiquei agradada que um "presidente da Câmara" diferente se associasse ao sentir da cidade.