quarta-feira, novembro 26, 2014

Esquecido o S. Martinho

... e o verão dele, não iria passar o Novembro e estas modas da tv,


sem que um sorriso mordaz, de castanha, aqui houvera.
Picos...

quarta-feira, outubro 29, 2014

Sempre

... me falam as pedras.
Embora eu, calada.
Santa Catarina de Sítimos, algures em Setembro. Pelo que soube, haverá vestígios dum templo pagão dedicado a Vénus, deusa do Amor e da Beleza. Ora bem a propósito aos meus propósitos.
Encosto-me a elas, pedras, para encontrar a força das coisas já que as pessoas raramente correspondem ao que se espera que sejam. Normais.
Pelo menos as pedras são gastas ao sabor do tempo e não às contingências do modo.

(os meus conhecidos daqui que me desculpem: hei-de voltar a conviver com eles e o que aprecio deles, em dias mais foscos e interiorizados)

terça-feira, outubro 21, 2014

Desenho 4

Aprende-se num equilíbrio instável esta dificuldade de viver,
sobre uma pena de pássaro, perdida.


E cobrimos o rosto num esgar, que sorriso não é, com as nuvens que nos assaltam.

sábado, outubro 11, 2014

Desenho 3

Aprendi que os corvos marinhos pousam entre as marés,
quando têm as asas molhadas,
e as distendem ao vento.


Há lugares improváveis para descansar.


Da simplicidade das coisas (in) úteis, nas paisagens sem mancha. Onde pássaros sossegam, gatos adormecem e escadas não levam a lado nenhum.
Ícaro a quereria sua.


Tudo (me)encontro em lugar de pousio.

quinta-feira, outubro 09, 2014

Desenho 2

Dos lugares livres
asas mesmo assim!

terça-feira, setembro 09, 2014

Desenho

Quando o meu ponto de fuga se aproxima do limite do impossível,
e duas linhas que seriam paralelas ao olhar, se fundem no horizonte,


sendo estas imagens, de ilusão e de óptica, duplicadas,
tiradas dos pensamentos agudos e graves que ferem como pontas de aço, constantes. Quem as pôs, quem as tomou, quem as permitiu?


Quando se afunila o olhar e se toma consciência, sei lá, também duma inconsistência de ser - ou estar na aproximação de -  um lugar de estrada sem retorno,

melhor que se encha o espaço da mente com cores fortes e outros mares, torcendo o hábito como um farrapo molhado.
Em silêncios apenas quebrados pelos fumos da memória na cidade abandonada. Onde perorarão as pessoas e lugares conhecidos há décadas e, no entanto,
EU estou mais longe.


terça-feira, setembro 02, 2014

Passar Pássaro



Pára-me um pássaro no peito

estrangulado o canto
com vontade de voar.

domingo, agosto 24, 2014

Há-de

chegar o dia de:
abraçar uma criança que dorme,
sorrir da duplicidade,
ouvir música desconhecida
inventada numa cidade outra,

até pescar um sol, uma luz, um ênfase da alma,
isolada a um canto de esquina.
A um canto de praia vazia.

sábado, julho 26, 2014

Estes são os meus cookies

... não como "conexões da net" mas como biscoitos e guloseimas que me aparecem.
Aqui, neste pequeno canto do mundo, entre o nevoeiro das amizades, talvez pouco aprofundadas mas algumas sendo suficientemente gratificantes, recebo os acenos de outras partes do mundo.
E como dizia hoje a Joel C., sento à mesa o 3º hóspede, a MORAL e as questões dela que me acompanham, desviando os olhos do caos.
(contudo a alma presa ao sofrimento e à alegria, à guerra e à paz)
Tudo em mim e comigo.

Kew Gardens, Londres
Londres: fotos de L.

Grécia, Tessalónica, foto de L., de: Polónia

Croácia, foto de F., na Áustria: de Porto.


 Fotos de M., em Abu Dhabi: de Porto.

(fotos de amigos ou familiares, meus, identificadas por abreviaturas)

terça-feira, julho 08, 2014

Hoje de manhã

... um mês já era andado. A manhã de hoje também. Porque se corremos contra o tempo, não somos nós mas ele que corre à nossa frente.
***
O desafio era a sílaba "DA", no PPP da semana passada.
Os amigos que restam no convívio semanal, pensaram coisas tão diversas como Cidadania, Saída/entrada, Cada, Corda, Descida, Madrugada, Redonda, diva, Renda.
Uma beleza!

Escolhi Moda com uma foto de jornal, 1958.
Impensável encontrar semelhantes palavras hoje em dia, como as deste anúncio, para anunciar e vender um creme ou o que seja. Até numa eleição nos vendem a feiura interior e a desonestidade de um candidato!
As campanhas são agressivas, as imagens enganadoras, as frases são escolhidas por “experts” da comunicação para nos motivarem os sentimentos, as necessidades, os desejos, mesmo os mais secretos. Daí esta minha escolha, directa, baseada na simplicidade e romantismo da época.
***
Acrescento algumas das variantes como apontamento do que me surgiu, aleatória a mente. Modas tantas em que reparo.



Das "Torres" espelhadas onde se fecham as cabeças e o ar.

Da arte que sai à rua.

Esta "Arte Nova" lhe chamaram, nas suas formas elegantes e florais.

Montra de moda, preciosa: recordam-me as meias de crochet azuis ou brancas que comprava na Porfírios de Santa Catarina, anos 60.
***
O nosso jogo dura há 8 ANOS: e foi das coisas boas que me aconteceram na internet.


domingo, junho 08, 2014

Manual

Corre a vida numa roda - Carossel de feira, como gente.
Lembro uma canção:
 "Por cada terra que passo
   me espanta tudo que vejo,

   o olhar que prende anda solto,
 


 o olhar que solta anda preso
... a vida feita ao avesso"

Música-letra de "Desenredo" de Edu Lobo.
Tantas cadeiras vazias, meus Amigos.

domingo, maio 18, 2014

O falar

... das coisas.
Pedras e Lavandas, lugares de invenções e memórias.





Depois, o sol claro e o luar imenso.




Como diria a Julie Christie:
"Far from the madding crowd".

quarta-feira, maio 07, 2014

De todos os lugares/mares

"A cabeça sem sítio onde pousar a calma"









Mas será inevitavelmente na beira do mar, virada a SUL, de olho vigilante como ave.
Será o possível.
Entre o passado perto e o presente de cravos (re)lembrados, acertarei no (meu)chocolate do ano, o maior: lugar aberto ao vento e ao azul bem perto.