domingo, abril 12, 2015

As vis(i)tas do Douro

Registo do Douro, o formoso.
Em tempo de Abril e ares transparentes das páscoas. Para que este país que somos, se inscreva no tempo e sinta orgulho dos seus lugares.










Tão longe dos jornais e televisões, há um outro pulsar: o da terra antiga.
Como um sorriso dos socalcos esperando os cachos coloridos: uma expectativa.

Este Douro-prata.

sábado, março 28, 2015

As vis(i)tas de Lisboa

Parece-me, sempre, que não estou completamente "realizada" se não acompanhar as minhas viagens, pequenas ou grandes, com as pedras e as paisagens. Ou outras pequenas coisas, sempre gostadas. Um museu, um aspecto de um bairro, uma janela, uma árvore, um nada nos horizontes.
Já aconteceu serem apenas nuvens. Ou uma anta perdida. Ou um cesto de vindima. Ou a recorrência do mar. Ou o sol. Ou os pássaros. Ou os livros - ou - ou -
Perto ou longe, a fuga para o (meu) prazer é (também) assim!










 

Como ficam bem ali as "Blimundas" e a capacidade de ver por dentro as vontades dos outros,
através das luzes e dos vidros antigos!

A Casa dos Bicos, Saramago sempre, e agora também a escavação arqueológica, bem explicada pelos vários painéis, e que tanto vai buscar às raízes de nós. Das palavras eternas dele.

terça-feira, março 10, 2015

Breves, as camélias deste ano

Com tantas notícias de cortes e maldades várias, até a minha visão das camélias estreitou!
Os bocados de Primavera-a-vir, sol, ar, foram rateados e diminuídos, tal como as pensões, os subsídios, a cobertura dos serviços sociais... E não dando para voos mais altos, fica-se pela casa, pelo quarteirão, pela rua, pela cidade.
Na Casa Tait, as camélias e os diversos aspectos deste Março que se queria de promessas:



O belo Tulipeiro despido, árvore classificada mas tão "triste" estava, já decepada de um dos seus ramos principais.



















Assim a esperança
possa florescer.

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Os caminhos vários

Os passos largos, os tempos perdidos, as florestas encantadas e os caminhos nelas.

 
Quadro de Klimt, foto minha

  Largou-se um vento, veio o largo rio da memória. 

 

Similitudes, ou perdidas e frágeis semelhanças, aparências e lembranças, do meu lugar.
Calando todos os gestos, as folhas e o tempo delas, os papéis e o passado deles.
Tantas as folhas caídas, as palavras escritas, as vozes perdidas da fala.