Registo do Douro, o formoso.
Em tempo de Abril e ares transparentes das páscoas. Para que este país que somos, se inscreva no tempo e sinta orgulho dos seus lugares.
Como um sorriso dos socalcos esperando os cachos coloridos: uma expectativa.
"To be or not to be" this is still my question
Registo do Douro, o formoso.
Em tempo de Abril e ares transparentes das páscoas. Para que este país que somos, se inscreva no tempo e sinta orgulho dos seus lugares.
Parece-me, sempre, que não estou completamente "realizada" se não acompanhar as minhas viagens, pequenas ou grandes, com as pedras e as paisagens. Ou outras pequenas coisas, sempre gostadas. Um museu, um aspecto de um bairro, uma janela, uma árvore, um nada nos horizontes.
Já aconteceu serem apenas nuvens. Ou uma anta perdida. Ou um cesto de vindima. Ou a recorrência do mar. Ou o sol. Ou os pássaros. Ou os livros - ou - ou -
Perto ou longe, a fuga para o (meu) prazer é (também) assim!
Com tantas notícias de cortes e maldades várias, até a minha visão das camélias estreitou!
Os bocados de Primavera-a-vir, sol, ar, foram rateados e diminuídos, tal como as pensões, os subsídios, a cobertura dos serviços sociais... E não dando para voos mais altos, fica-se pela casa, pelo quarteirão, pela rua, pela cidade.
Na Casa Tait, as camélias e os diversos aspectos deste Março que se queria de promessas:
Os passos largos, os tempos perdidos, as florestas encantadas e os caminhos nelas.