quarta-feira, agosto 26, 2015

Paris au mois d'août 2

Levantar a manhã para o alto, para o céu aberto,

entre as nuvens de mudança,


como se existisse o paraíso dos anjos nas molduras velhas,

os caminhos do coração que nos levam do próximo ao próximo,
muitas horas e milhares de miragens depois, aterrar junto ao mar, o Atlântico, o largo mar da casa nossa.

sexta-feira, agosto 07, 2015

Paris au mois d'août

Sabia a canção de cor, Charles Aznavour.



"Pour te dire je t'aime
Aussi loin que tu sois
Une part de moi-même
Reste accrochée à toi
Et l'autre solitaire
Recherche de partout
L'aveuglante lumière
De Paris au mois d'août"

Como um sonho.

quinta-feira, julho 23, 2015

Para

...lembrar, again and again, no meio de tanto ruído mundano de vários ventos e marés, a minha cidade de eleição:

De longe e ao perto, das pequenas coisas avulso.

See you again.



sexta-feira, julho 10, 2015

Be free

"Lost
   on a painted sky
...You may find him
    If you may find him" 

Canção "Be" de "Jonathan Livingstone Seagull 1973" - Fernão Capelo Gaivota, cantado por Neil Diamond.



Era um amigo que já não tenho (que coisa, este era, tinha, havia...!)
Quando se (me) descobriu, falava nesta música.
Lembrei-o, uma vez mais, hoje.

segunda-feira, junho 15, 2015

Adiante no tempo - bettips em Maio 2006

Tinha uma ideia afastada, uns 6 ou 7, mas afinal são 9 anos passados desde que comecei (mais um sonho) este canto "azul" para escrever o que me ocorria e ver as minhas fotografias no écran, a condizer com as palavras, ou o que eu pensava delas, das fotografias ou das palavras. Apenas livro de passagem pelo ar.
Gente que veio ou ficou pelo caminho, (re)conheço-os quase todos.
Mudanças

Lugares vividos e vívidos

"Memórias de Adriano " e memórias imensas

Deixo as peónias, escolhidas entre outras das tantas flores que gosto.
Para mim, que ainda aqui estou.


Tal qual os golfinhos, ou as "toninhas" como lhe chamavam há que tempos, que vi este ano.
Também estão.

quarta-feira, maio 06, 2015

Espaço

Ora, 'bora.

Ver ver ver
sentir sentir sentir
Como diria Fausto "navegar, navegar...ir ao fundo e voltar"

Os peixes que fiquem sossegados, eu só os olho como sinais de vida; ou como-os, já morridos e bem temperados.

sábado, maio 02, 2015

Celebração

Tchim Tchim
ao nosso rio
ao Vinho do Porto


aos lutadores-fazedores dos socalcos de xisto e suor
aos interesses dos "bifes" ingleses que bem se regalaram durante os últimos séculos (a verdade é que se não fossem eles talvez ainda estivéssemos a exportar galos de barcelos e rosé)

Ao Alves Redol e à sua trilogia sobre o Douro, uma maravilha que descobri por M.
À lonjura dos lugares amados, aqui, ali, além.

Enfim e sobretudo, ao 25 de Abril e ao 1º de Maio, pela Liberdade. A que temos, a que saberemos conquistar, ainda e sempre.

domingo, abril 12, 2015

As vis(i)tas do Douro

Registo do Douro, o formoso.
Em tempo de Abril e ares transparentes das páscoas. Para que este país que somos, se inscreva no tempo e sinta orgulho dos seus lugares.










Tão longe dos jornais e televisões, há um outro pulsar: o da terra antiga.
Como um sorriso dos socalcos esperando os cachos coloridos: uma expectativa.

Este Douro-prata.

sábado, março 28, 2015

As vis(i)tas de Lisboa

Parece-me, sempre, que não estou completamente "realizada" se não acompanhar as minhas viagens, pequenas ou grandes, com as pedras e as paisagens. Ou outras pequenas coisas, sempre gostadas. Um museu, um aspecto de um bairro, uma janela, uma árvore, um nada nos horizontes.
Já aconteceu serem apenas nuvens. Ou uma anta perdida. Ou um cesto de vindima. Ou a recorrência do mar. Ou o sol. Ou os pássaros. Ou os livros - ou - ou -
Perto ou longe, a fuga para o (meu) prazer é (também) assim!










 

Como ficam bem ali as "Blimundas" e a capacidade de ver por dentro as vontades dos outros,
através das luzes e dos vidros antigos!

A Casa dos Bicos, Saramago sempre, e agora também a escavação arqueológica, bem explicada pelos vários painéis, e que tanto vai buscar às raízes de nós. Das palavras eternas dele.

terça-feira, março 10, 2015

Breves, as camélias deste ano

Com tantas notícias de cortes e maldades várias, até a minha visão das camélias estreitou!
Os bocados de Primavera-a-vir, sol, ar, foram rateados e diminuídos, tal como as pensões, os subsídios, a cobertura dos serviços sociais... E não dando para voos mais altos, fica-se pela casa, pelo quarteirão, pela rua, pela cidade.
Na Casa Tait, as camélias e os diversos aspectos deste Março que se queria de promessas:



O belo Tulipeiro despido, árvore classificada mas tão "triste" estava, já decepada de um dos seus ramos principais.



















Assim a esperança
possa florescer.