quarta-feira, janeiro 16, 2013

O cérebro pequeno





ou a inteligência do berbigão.

Apanhado longe, posto de molho com sal comum do dia, julga-se na água habitual.

A Assembleia Democrática a fingir - parece - do berbigão na minha cozinha.

Depois dos "roxinóis" de Lisboa. De "lucho".

(um dia não saberemos todos do que é nosso, o que nos tiram, o que nos vendem. Nem quem escreveu "a ditosa Pátria" ou a vai estuporando em forno lento, nem grandes nem pequenos: antes assim e assado).

Os muros...


...e sempre para além deles.



Incessante procura da luz.






Tudo o que nos detém, tudo o que nos impede, tudo o que ultrapassamos.
Ou ladeamos, ou fingimos. E lemos sinais.
As razões dos muros e, tantas vezes, os muros da razão.
Onde moram?

Obstáculos que podem ser gente-indivíduo, doenças, dinheiros. E nós mesmos.
Pontos de passagem, de cruzamento, pontos de viragem.
Apenas podemos destruir muros entre algumas, as pessoas, no presente, no futuro, eu hoje, tu amanhã: só isso está nas nossas mãos.


Mesmo assim, há - inexpugnáveis -
os muros afogados/aflorados na água do esquecimento.

quinta-feira, janeiro 03, 2013

Brincadeiras de PPP







Foi a proposta do Palavra Puxa Palavra, com a sílaba "tri".

Tantas vezes o pensamento no olhar extravasa a palavra, a fotografia.
Os olhos nem tempo têm para pensar muito: absorvem uma primeira informação para depois digerir; se penso nem tempo tenho de escrever!

A minha resposta ao desafio foi "Trilobites" (sempre as pedras que falam!).
Estas trilobites (500 milhões de anos atrás do 2013???) são fósseis de artrópodes que viveram nos oceanos do período Paleozóico.
Coisas que respigo aqui e ali, sem ter nenhuma especialização.
Não só por serem pedras que se podem ler mas muito especialmente pelas fotos terem sido tiradas "em terras" bem longe do nosso mar e em passeios/anos diferentes: Penha Garcia e Arouca.
Umas ternuras, estas pedras de bichos tão velhinhos...

terça-feira, janeiro 01, 2013

Contra a coacção dos dias


"Depois do Natal, saltinho de pardal"

(para estes meses até à Primavera que, direi,
também serão estreitos e penosos)

sábado, dezembro 29, 2012

Da luz





Cedam-se as luzes.


Acendam-se luzes
No Mar no Ar na Terra
Nas gentes de boa vontade
Nas mentes de vontade boa

para um ano 2013 mais ... formoso.

(desejo a todos que me conhecem, os que não, acompanharam, acompanham, nada dizem, dizem tudo e vão
estando)

sexta-feira, dezembro 21, 2012

Do natal e arredores





Faz-se um sinal verde, com muita, ou mesmo só alguma, esperança.

Evitam-se os picos do mal dizer, do mau gosto e do desinteresse.
Coloca-se pontos vermelhos, vivos, bagas de alerta.
Serve-se a amigos, aconchegada (na) mente que não os esquece.

(em vez de falar, responder, escrever... que as palavras andam fugidas, em chegando o solstício de Inverno)

O Azevinho, espécie protegida em Portugal, é um sinal de FIRMEZA.

Diria mesmo e sem vírgulas: 
Em Portugal resistir/existir é um sinal de Firmeza.

sábado, dezembro 15, 2012

Pendurar



... a lua numa janela
abaná-la com o vento de Inverno.

E uivar a ela neste deserto de lobos.

O que falta, o que sobra,
o que se diz, o que se desdiz.

(Eu que nunca pedi a lua nem para ser
- feliz)

Na solidão escura, valem-nos




... os poetas!

"Às vezes, a noite, lava o silêncio,
enxuga, de água, o rosto do dia.

Com linho de sudário os anjos aram fino
a estrela de tília que cresce no céu.

Às vezes, à noite, os anjos adormecem,
no voo da luz, na lisura do vento."

Poema: Emanuel Jorge Botelho - Poeta açoreano, nascido em Ponta Delgada, 1950.

quinta-feira, novembro 15, 2012

Passados





... anos há uma bóia de outra cor

que tento agarrar.
Vem do fim do tempo e na bordadura de outros anos.
Pode ser um medronho, um sorriso, uma pedra, um verde diferente, um clamor de sol, um rasto de luar.
Onde melhor me movo agora, na sombra e nos verdes.
Onde encontro os falares passados.

segunda-feira, novembro 05, 2012

Arrepio

que me dá recordar os últimos dias na praia, tarde do mês, já com as gaivotas soltas e à vontade.

Como se o mundo se resumisse a elas, água, areia, céu.







Eu, uma sombra na paisagem, de passagem.

segunda-feira, outubro 15, 2012

Apontamento no Outubro cálido

... um prédio de risca amarela,
frente ao mar.







Muros calados e terras abandonadas, e sempre os meus lugares-comuns.
Recorrentes e presentes. Tempo de bagos vermelhos e romãs.

Há muito,
muito tempo,
colhia flores e ervas no pinhal, as selvagens.


Via e estimava os sinais da Natureza.
Conservei o gosto e é um dos prazeres de férias.
Ainda.

domingo, setembro 23, 2012

Doce equinócio a Sul




No estar
é que está o "meu ganho"
meu acrescento
meu pensamento
quando paciente.

Olho com curiosidade, estrelas e ondas, e ruas de azul.
Faço sopa em casa, como sardinhas fora: não aos churrascos, grupos aos berros e ruídos de festas, improvisos fúteis, entretimentos e arcos de jornais do dia.
Mantenho-me na crise e falo/ouço sobre ela.
Aproveito para falar mal dos bancos e dos juros. E do país lindo que somos, das pessoas corajosas que temos.

Estou.

terça-feira, setembro 11, 2012

No IR

No VOAR a pé

Ou PENSAR na água

Escolhendo VER luz,
surda da berraria de gente tão impúdica (o rei vai nu...),

...pois, ignorando a crise imposta... e criando comigo e outros, diferentes valores, os da partilha, os do conhecimento.

Que nunca vivi acima das minhas possibilidades, ó indecorosos!
Mais me parece que nem merecem a albarda, políticos da treta.