Quando aprendemos a tratar por tu a liberdade. Dizíamos: e podemos cantar juntos, na rua?
Tão belos e grandes os dias!
Os meus cravos, na oliveira de Saramago.
"To be or not to be" this is still my question
Quando aprendemos a tratar por tu a liberdade. Dizíamos: e podemos cantar juntos, na rua?
Tão belos e grandes os dias!
Não pude deixar de a fotografar. Consegui vê-la enrolando habilmente um outro fio, com o bicho já imóvel:
Já as via aqui e ali pelas ruas, nuns cantos duns senhores que não conheço nem vejo. Espreitando pelos muros de casas, muitas arruinadas, mas enfeitadas das enormes e luminosas camélias.
Desta vez não fui ter com elas: vieram elas ter comigo.
Olhando, numa improvável ida, ao Douro-de-amigos. A passar pelas terras de Torga. E elas anunciaram-me que nem o frio nem a chuva nem o vento das serras o lugar onde-longe
fica atrás dos montes
Descobrir lugares e nomes de que se ouviu falar e se leu: de repente dar com sítios do imaginário, de livros e referências mais antigas. Saber, olhar, sentir que o Tejo é aquele rio que dá luz, reflecte muito céu, quilómetros de céu na água.
Este é um dos meus grandes prazeres a seguir aos livros. "Chegar" a um lugar onde algo me espera e eu sei que gosto.
Não abandonei o primeiro meu lugar de reflexão.
Mas a clivagem dos dias e pessoas... assim um vértice, um gume, perdem-se rotas, calam-se esperas.
A última quinzena de Dezembro é sentida em sobressalto consumista.
Sair? Não se pode.
Comprar? O mínimo.
Ou vice-versa.
Tenham todos os que passarem ao largo um bom resto de mês.
muito. O vôo das aves, as suas esperas, a sua atenção.
Para onde e como vão diferentemente.
Que planos têm. Todos os dias.
Ah... e as andorinhas, incessantes.
O silêncio da casa pesa como um isco (enganador).
Nem público, nem aplauso, nem actuação, poucos e breves intervalos.
De repente, toda a tua vida é um teatro de mudos e surdos.
Uma aldeia lindíssima, abandonada.
Disseram-me que os velhos foram morrendo.
Ali ficou, no azul e dourado dos montes ermos.