quarta-feira, outubro 12, 2016

As partes avulsas do fim de férias

Sem tempo nem modo de escolher, vagueio pelos dias
de calor que foram,
de ondas que acariciam,
de ventos que levam,
de pássaros que passam.






(das conchas pequeninas para a minha pequenina)




(das flores e ramos roubadas aos muros silenciosos)




E eu assim, sem jeito de ficar ou de ir, medindo os dias com o funil das horas,
contando os passos com a bússola do sol,
prometendo voltar
(mesmo com sacrifício duma bolsa pouco funda, dum conforto espartano, dum enorme carregamento do que é indispensável).
Conforta-me os invernos nortenhos, este ar de Sul-azul.
Um V de voltar, como as aves.



quarta-feira, setembro 14, 2016

A mais pequena

Até um depois
deixando um durante
Apontamento-lembrança de ilha mais pequena que a maior.
À sorte, que ela é toda linda!



 























sábado, agosto 13, 2016

Pássaros e gato do Centro

E




dado que o gatinho envelhece, os fumos são mais a norte...
uma pausa de pássaros "amigos",
num lugar comum de quem se preocupa com eles.

sábado, julho 16, 2016

Pássaros do Sul V

Sabia das cegonhas o bico e as asas que transportavam os bebés. Os que imaginava virem de Paris - estou a ver a imagem - e pousarem no jardim ali ao pé. Esta era a que "imaginava":

Depois, esqueci "ela" e via com curiosidade os símbolos das pequenas crias, sôfregas, a comerem do bico das mães. Seria o logótipo do Montepio???, da Misericórdia ???, não vou procurar. Mas, uma vez muito mais tarde, se deu um presente da Vista Alegre, um objecto-garrafa de cerâmica, caríssimo, com uma mensagem que eu escolhi: uma ave, três filhos malcriados e prepotentes que a tudo tiveram direito.
***
Neste caso, aqui e agora, as belas famílias das "simplesmente cegonhas"!









E a garça com graça que sempre passa...


Se, fora do meu sítio sinto falta das minhas coisas de casa, neste meu lugar de estar, tenho imensas saudades dos azuis e verdes, das estrelas e das ondas, do ESPAÇO onde perder o olhar.