... camélias, como o ar.
As mesmas casas a cair,
as mesmas caras vazias.
Os cruzamentos: seria capaz de me lembrar de muitas frases ditas nessa rotunda.
E casas e caras: inteiras.
(manter a chama)
"To be or not to be" this is still my question
... camélias, como o ar.
As mesmas casas a cair,
as mesmas caras vazias.
Dos pequenos nadas do novo ano,
ficam as belas despedidas do velho.
Despeço-me das coisas comuns, dispo-me de mais um ano.
Não foi um ano inventivo, não foi um ano de (in)centivo.
Também não o foi inactivo.
... finalmente!
Os dias curtos e as reflexões longas. Acenações e encenações.
... de Lisboa, deixo o olhar das aves.
A sonhar
... e o verão dele, não iria passar o Novembro e estas modas da tv,
Aprende-se num equilíbrio instável esta dificuldade de viver,
sobre uma pena de pássaro, perdida.
Aprendi que os corvos marinhos pousam entre as marés,
quando têm as asas molhadas,
e as distendem ao vento.
Quando o meu ponto de fuga se aproxima do limite do impossível,
e duas linhas que seriam paralelas ao olhar, se fundem no horizonte,