domingo, maio 22, 2022

PPP Agenda para Maio 2022 (resto)

Passaram dez dias da conjunctura e do conjunto de propostas que fiz para as semanas de "entradas/sopas, peixes e carnes", no PPP. Saí do lugar quase estático que tenho ocupado nos últimos 7 meses. Por isso, nem de propósito com o sítio deles, os doces-sobremesas que tinha escolhido são quase todos algarvios. Não sendo particularmente gulosa, mais do que os sabores, interessam-me as cores, os ingredientes, a disposição dos elementos decorativos.





Com figo, com alfarroba, com amêndoa, com ovos. 

Faltam-me "os doces conventuais" que não tenho aqui à mão e são na verdade, bons e de nomes bem prazenteiros! E os meus preferidos, mais habituais no Centro e Sul do país: o arroz doce e o creme queimado.

Em Junho passarei para as "coisas das paisagens", para o exterior que tanto prezo.



quinta-feira, maio 12, 2022

PPP - Agenda para Maio 2022

Entretenho o meu "resto de tempo azafamado" de partidas e chegadas, com a proposta desafiadora  de A. para este mês que corre. E corre. 

"Com apetite, ou sem ele, todos comem."

E vamo-nos pela sopa ou entrada. A minha foto, da Sopa Pho, que o meu casalinho há anos descobriu no Vietnam. Ao partilhar ideias e imagens de lá tão longe, são os contribuintes do nosso enriquecimento: de lugares e sabores tão diversos.


Tenho de confessar que gosto muito de comer "fora" de casa. E, se possível com paisagem. As minhas preferências vão sempre para os períodos de férias, sítios improváveis e comidas da terra, onde estou ou por onde passo. Mas, contra-senso de ideias: neste caso da sopa Pho, nem havia paisagem nem a comi na origem. E nem é sopa nem entrada, é uma refeição completa.

Outros aspectos que escolhi e que não "desdenho" como entradas e lugares delas: a sopa de cação, várias, e a sopa de peixe e marisco, mar-ao-pé



 


As variadas ocasiões, belas ocasiões, com bebidas e pequenos nadas. Entradas e saídas do encanto. Essas algumas, com paisagem, amigos e paladares que não se esquecem








No interior do país as taças de barro escuro. E nas feiras do sul, os chefes cozinhando para todos

O mar, a ria...

E passo para gostos específicos, no acaso e sempre que se ia a Espanha:





 

E há os peixes vários. Este primeiro um simples peixe de rio, frito, num lugar inesperado: peixe muge e arroz de tomate, num café ignoto, de passagem por Mértola. Os outros, nas várias ocasiões dos dias soltos







E temos os dias "da casa" e dos almoços especiais para os meus queridos: polvo e bacalhau


Acabo com o "Alentejo da minh'alma: migas de espargos com borrego grelhado no carvão

... que passo, para mais tarde, as sobremesas. Talvez volte a elas!



terça-feira, abril 26, 2022

PPP - Agenda para Abril 2022

Vão-se correndo os dias, adiando clarões e razões. A proposta para este mês pôs-nos todos a pensar "maduramente", mesmo sobre tempos jovens. Ou seja, parece que todos escavaram fundo as memórias e as ilações. Por mim, as semanas uma a uma, foram recordadas com alguma mágoa mas com afecto.

Sobre a "Infância": Esse meu tempo de infância foi passado em lugares muito exíguos, dir-se-iam agora "confinados". E as fotografias eram raras.

Aproveito as de "casamentos", os vestidinhos de piquêt ou de fazenda muito fina, que tinha um nome que já esqueci, bual? Feitos e bordados pela minha mãe



 

Esta fotografia é "de película", acampamento na Quinta da Conceição


Veio seguindo a juventude, as poesias, as canções e os encontros, cândidos encontros. A floração dessa época, inestimável e inigualável. Poucos saberes/muitos sabores, uma visão de presente/uma cegueira de futuro.




Fotografias que considero "da Juventude", fim dos anos 60, o meu gosto pela vida e as gentes, o verde-candeeiro que duas amigas me deram como prenda de casamento, as violetas, a aldeia dos meus antepassados, onde nunca tinha ido.

Em "Maturidade" os horizontes de Londres, por intervalos, foram constantes em três décadas de vida. São cenários (e tantas fotografias, só e tanta gente!) ainda muito presentes. O que aprendi, o que aceitei, o que recusei. Na verdade, se o pensamento estava na lua, tinha "o pé na estrada e o olhar nos outros". Uma frase do prof. Coimbra de Matos. 


 

Na "Velhice" a novidade da presença de uma criança que...

nos horizontes de fantasia, ao longe mas muito ao longe, brilha como um sol na travessia
 

 

E vejo esta fotografia como cenário das estações da vida,

de abandono e de partida, uma locomotiva nova e as carruagens velhas, cheias de sinais.
Se retirar o meu gosto pelos gostos habituais, apenas preciso ficar descansada, recorte de nada na paisagem dos anos passados.