domingo, maio 31, 2026

PPP de Maio, esse mês das flores e cerejas

Quase em dia com o meu/nosso entretimento semanal.

Foi tempo de dança, a menina que escolheu os temas é verdadeiramente uma abelhinha dançarina e viajada!

- Vira

Confesso que não sou dada a dançar, os tempos "dançarinos" passaram na adolescência e na juventude.

Eis que, para este desafio, tenho de imaginar. E assim me surgiu esta imagem: entre dois patos machos e de cores reluzentes, a pata mostra as suas habilidades e vira, num repente, para observar o fundo do lago.


 

- Salsa 

O arroz de peixe galo acolitado, como dizem os respeitáveis e modernos comentadores de comidas, com os respectivos filetes. E não há nada que substitua o sabor da salsa numa refeição à portuguesa.

Bolero

Ou se ouve ou se veste: aqui a capa do disco incluindo o Bolero de Ravel, por Artur Rubinstein (1887-1982), disco antigo, de 1974, composição que a minha mãe adorava ouvir. Como acessório, o bolero apresentado a condizer com o biombo, é um pequeno casaco curto (eu tive alguns), geralmente usado em festas ou ocasiões especiais.


 

Rusga

Lá fomos numa excursão do Inatel há muitos anos, em rusga autêntica, de mais de 40 pessoas. Escapava-me das excursões de grupo sempre que possível. Mas como aqui era servido o jantar ... tive de comparecer ao momento de animação. E na verdade, pude assistir ao "corridinho" que tantos fizeram para o balcão das comidas, à discrição!


E passo à frente a quantidade de fotografias que escolho de cada vez que (não)consigo escolher!

Mas, sobre o "bolero" que vi, hei-de voltar.

 

Seguindo com Abril e as propostas PPP

Baseado num belíssimo poema de Mário de Sá Carneiro, a nossa preponente do mês de Abril, escolheu algumas palavras dele que nós completávamos com frase seguida e foto:

Eu era brasa… e Ilha de Fogo no mar imenso 

 


…eu era além. E perder-me-ia na limpidez da água 

 

Faltou-me um golpe de asa… e chegar mais longe, chegar a casa


 

Dia 23 -  Se ao menos eu permanece-se aquém… mesmo velha e vigilante na terra de ninguém 


 A última proposta era sobre um poema que quiséssemos escolher:


 
O poema e foto são sugeridas pelo poeta Manuel António Pina e um livrinho que adoro, pela simplicidade das gravuras e o tom e som da sua poesia intemporal.

 

 

Recomeçar: as restantes semanas de Março 2026

Como o tempo é um ladrão...

Hoje é dia 31 de Maio, já passou o mau tempo, e ocupado, por isso volto às minhas últimas respostas do PPP de Março passado. Ainda estava para vir o mau tempo, abruptamente. Hoje já é, plenamente, calor de um mês bonito do ano. Lembro as rosas bravas do caminho de Salgueiros, o alvoroço dos pássaros.

 

Dia 19 – emprestado 

O navio pediu o nevoeiro emprestado ao rio Tejo para passar despercebido nessa manhã.




Dá-se o caso de nestes meses algo ter mudado na edição do blog, não consigo apagar quando me engano. Uma das fotos acima está repetida. Visto que resisto a usar ferramentas que não conheço, iás e fantasmas, vou ter que ter cuidadinho...

Dia 26 – azul 

Há muitos lugares que são apelativos para fotografar, ou seja muito fotografáveis, imensos pormenores que me chamam a atenção curiosa sobre o seu simbolismo ou origem. Aqui a esfera azul e as crianças que o empurram. O mundo que desejamos mais azul e as crianças vivendo sem esforço.

E tinha escolhido ainda um dos meus lugares, azul e tudo o que recordo com saudades.

Londres num tempo mais moço, provavelmente esqueço assim a infelicidade.


 

sexta-feira, março 13, 2026

As 1ªs semanas do PPP - Março 2026

Das duas primeiras semanas do mês aqui fica o registo das minha ideias participativas, e o restante que fui escolhendo, a propósito:

Velho:

Muitas vezes, à procura de uma foto condizente com o desafio semanal, encontro outra que se encaixa nele, embora nem me tenha ocorrido tal coisa. Assim, passeando pela serra algarvia. O “velho” é escrito com letra grande como convém a uma placa designando um lugar, a borboleta é símbolo de transformação e renovação do velho, nas tradições e crença

É evidente que, com uma máquina sem grandes recursos, apenas a paciência e o amor das coisas me fez ficar minutos e tirar várias fotos à borboleta!
 

Novo:

Um passeio (que era)novo

Nesse ano inauguramos o novo passadiço entre praias, protegendo, e muito bem, as belas dunas da beira mar. Não sei se foi dessa vez que vimos um melro cantador, um camaleão ou um coelho, um cacto amarelo ou cor de laranja. Sei que a Natureza ganha um ritmo novo e pujante quando a deixam em sossego.

A fotografia é de 2015, dez anos passados, e é evidente que agora nada "é como era"; mas isto sou eu, sempre julgando, sempre comparando, o novo/velho, o belo/feio, o bom/mau, de acordo com as meus gostos/preocupações. E sobre os animais e algumas plantas do lugar, escolhi mais estas:


 

Esse foi o ano em que apareceram os camaleões e até havia um aviso para não os "caçar" nem perturbar. Os coelhos eram sempre fugidios e tiveram direito a uma dúzia de fotografias até lhe apanhar a pose...

 




De outras visões




Assim foi esse vislumbre da Natureza.

Assim é o meu gosto pelos passeios solitários. 

 

segunda-feira, fevereiro 23, 2026

PPP Fevereiro 2026 - Outras escolhas

Ainda sobre as estações do ano e as estações da gente!

A Primavera quente de uma menina 

 

As adolescentes e as lágrimas de juventude, num Verão onde despontamos, confusas

A fragilidade dos dias e das cores num tempo de descuido

 

A beleza do corpo no Verão, solto de amarras e de traços sublimes: "amar, amar, perdidamente", poema de uma mulher torturada: Florbela Espanca


 

Maturidade e Outono


No Inverno, algumas árvores que se mantêm, bravas de verde. E o Sol já em despedida no cimo das copas de maior idade, maioridade.

As passagens que fui lembrando. Porto, Palácio e Serralves.

 


domingo, fevereiro 22, 2026

Dobramos outro ano: Fevereiro

A proposta deste mês era ampla. Mas o Ser Humano e a Natureza nem sempre estão de acordo.

É olhar para o que se passou, de devastação em devastação, ora pela chuva, ora pelos ventos. E pelas construções desalinhadas, mal feitas e em cursos naturais de água, em cima e abaixo de arribas que deveriam ser protegidas das especulações, as plantações avulso, a falta de cuidado com as árvores e replantações. Da rebaldaria que grassa, em governos, grandes e pequenos governantes de pacotilha. Fica-me nos olhos e na alma a compaixão por tantas pessoas e bens afectados. 

O meu "ser contra" já não tem nenhum poder e todos juntos, milhares contra milhões, somos apenas os saudosistas da liberdade e do equilíbrio de poderes.

Respondi assim:

Dia 5 - Infância/Primavera

O encantamento das crianças faz-me sorrir. Fico deslumbrada com a sua emotividade e atenção a coisas banais. De repente, vemos pelos seus olhos primaveris.
 
Dia 12 - Adolescência/Verão
Penso (e senti) que a adolescência carrega um fardo enorme, mesmo com as alegrias próprias de ser jovem e (ainda) inocente.
O futuro é um peso que carregamos sem nos apercebermos bem. O traçado longo das ruas desconhecidas, dos dias e noites inquietas, na vida interrogada que nos aguarda.
 

 
Dia 19 - Maturidade/Outono
Um percurso que temos de fazer, apesar dos verdes anos que nos sobram na memória, ali ao lado. As folhas anunciam a mutação das árvores que se vão despindo e despedindo, devagar. Para nós não é um ciclo, é um estado que não tem sintonia com as estações do ano.
 
Dia 26 - Velhice/Inverno
O Inverno é quando a velhice nos deixa ainda andar, todavia não prestando a atenção despreocupada que tivemos antes. Resta-nos conjecturar o que faremos na quarta idade a que assomamos agora! Para as mais novas "daqui" vai um voto sincero que permaneçam lúcidas, com força e colorido, como aquelas flores que se chamam "sempre-vivas".
 

 Voltarei para as minhas outras escolhas particulares.
 

sexta-feira, janeiro 30, 2026

E pronto! Janeiro 2026

Como os gatos de pezinhos leves como pantufas, o "este mês" passou. E assim foi a proposta, sobre planos e projectos num ano novo; ou não.

 

Dia 1 - Vida (relações) familiar

Sou pouco de resoluções nestas épocas festivas, de recomeços, melhores intenções,  etc.

Pensando na vida familiar passada, penso que falaria diferente, e mais vezes, com a minha Mãe. No bordado diz "Penso em ti".

A foto dela tem muitos anos, vestida à vianesa, no Carnaval.

Outras respostas/fotos "de e a propósito": porque as pessoas já não existem mas fizeram realmente parte das minhas relações familiares


 
 

Dia 8

Nas relações sociais vêm-me ao pensamento os "casamentos antigos" que eram sempre uma fonte de alegria e divertimento.

E o campismo!


 

Estas fotos a seguir são de uma relação, com o lugar e as pessoas. Não me posso pronunciar sobre coisas tão antigas que só a minha memória afastada repete. Também em sonhos.

  
 
 

Dia 15 - Saúde e tal, a brincar com as diferenças que pouco mudo                                     

Gostaria de fazer diferente: comer mais sopa "pho". Sopa vietnamita cujo sabor conheci muito tarde da vida, por pessoas que lá estiveram e a reproduziram cá.

Dia 22 - Finanças

Nesta coisa de finanças, sou como um catavento. Suponho que não mudo.


 E por falar em vento...

Dia 29 -

Faria, certamente, diferente: viajar, estudar, em vez de ter feito "o mestrado" em 30 e tal anos de máquinas para a Indústria Têxtil.

Estudar porque penso que poderia ter uma vida melhor. Mas, sobretudo, que me desse possibilidades de viajar mais.
É curioso porque o meu primeiro e segundo empregos foram em... companhias de viagem!

Ah...ilhas nas paisagens atrás de mim.