segunda-feira, fevereiro 23, 2026

PPP Fevereiro 2026 - Outras escolhas

Ainda sobre as estações do ano e as estações da gente!

A Primavera quente de uma menina 

 

As adolescentes e as lágrimas de juventude, num Verão onde despontamos, confusas

A fragilidade dos dias e das cores num tempo de descuido

 

A beleza do corpo no Verão, solto de amarras e de traços sublimes: "amar, amar, perdidamente", poema de uma mulher torturada: Florbela Espanca


 

Maturidade e Outono


No Inverno, algumas árvores que se mantêm, bravas de verde. E o Sol já em despedida no cimo das copas de maior idade, maioridade.

As passagens que fui lembrando. Porto, Palácio e Serralves.

 


domingo, fevereiro 22, 2026

Dobramos outro ano: Fevereiro

A proposta deste mês era ampla. Mas o Ser Humano e a Natureza nem sempre estão de acordo.

É olhar para o que se passou, de devastação em devastação, ora pela chuva, ora pelos ventos. E pelas construções desalinhadas, mal feitas e em cursos naturais de água, em cima e abaixo de arribas que deveriam ser protegidas das especulações, as plantações avulso, a falta de cuidado com as árvores e replantações. Da rebaldaria que grassa, em governos, grandes e pequenos governantes de pacotilha. Fica-me nos olhos e na alma a compaixão por tantas pessoas e bens afectados. 

O meu "ser contra" já não tem nenhum poder e todos juntos, milhares contra milhões, somos apenas os saudosistas da liberdade e do equilíbrio de poderes.

Respondi assim:

Dia 5 - Infância/Primavera

O encantamento das crianças faz-me sorrir. Fico deslumbrada com a sua emotividade e atenção a coisas banais. De repente, vemos pelos seus olhos primaveris.
 
Dia 12 - Adolescência/Verão
Penso (e senti) que a adolescência carrega um fardo enorme, mesmo com as alegrias próprias de ser jovem e (ainda) inocente.
O futuro é um peso que carregamos sem nos apercebermos bem. O traçado longo das ruas desconhecidas, dos dias e noites inquietas, na vida interrogada que nos aguarda.
 

 
Dia 19 - Maturidade/Outono
Um percurso que temos de fazer, apesar dos verdes anos que nos sobram na memória, ali ao lado. As folhas anunciam a mutação das árvores que se vão despindo e despedindo, devagar. Para nós não é um ciclo, é um estado que não tem sintonia com as estações do ano.
 
Dia 26 - Velhice/Inverno
O Inverno é quando a velhice nos deixa ainda andar, todavia não prestando a atenção despreocupada que tivemos antes. Resta-nos conjecturar o que faremos na quarta idade a que assomamos agora! Para as mais novas "daqui" vai um voto sincero que permaneçam lúcidas, com força e colorido, como aquelas flores que se chamam "sempre-vivas".
 

 Voltarei para as minhas outras escolhas particulares.
 

sexta-feira, janeiro 30, 2026

E pronto! Janeiro 2026

Como os gatos de pezinhos leves como pantufas, o "este mês" passou. E assim foi a proposta, sobre planos e projectos num ano novo; ou não.

 

Dia 1 - Vida (relações) familiar

Sou pouco de resoluções nestas épocas festivas, de recomeços, melhores intenções,  etc.

Pensando na vida familiar passada, penso que falaria diferente, e mais vezes, com a minha Mãe. No bordado diz "Penso em ti".

A foto dela tem muitos anos, vestida à vianesa, no Carnaval.

Outras respostas/fotos "de e a propósito": porque as pessoas já não existem mas fizeram realmente parte das minhas relações familiares


 
 

Dia 8

Nas relações sociais vêm-me ao pensamento os "casamentos antigos" que eram sempre uma fonte de alegria e divertimento.

E o campismo!


 

Estas fotos a seguir são de uma relação, com o lugar e as pessoas. Não me posso pronunciar sobre coisas tão antigas que só a minha memória afastada repete. Também em sonhos.

  
 
 

Dia 15 - Saúde e tal, a brincar com as diferenças que pouco mudo                                     

Gostaria de fazer diferente: comer mais sopa "pho". Sopa vietnamita cujo sabor conheci muito tarde da vida, por pessoas que lá estiveram e a reproduziram cá.

Dia 22 - Finanças

Nesta coisa de finanças, sou como um catavento. Suponho que não mudo.


 E por falar em vento...

Dia 29 -

Faria, certamente, diferente: viajar, estudar, em vez de ter feito "o mestrado" em 30 e tal anos de máquinas para a Indústria Têxtil.

Estudar porque penso que poderia ter uma vida melhor. Mas, sobretudo, que me desse possibilidades de viajar mais.
É curioso porque o meu primeiro e segundo empregos foram em... companhias de viagem!

Ah...ilhas nas paisagens atrás de mim.

 

domingo, janeiro 18, 2026

Faltou-me Novembro 2025

E como as escolhas eram bonitas, a propósito também de comboios - séries que tenho visto - e a falta deles, repesco o conjunto. Feito e o escolhido para esse desafio de M. que já lá vai há 2 meses

Tempo cavalo à solta...

Dia 6 – Andar na linha 

Na verdade, sempre que podia e me lembro, não “andava na linha”,  tal como sugere a próxima semana, andava à solta. Mas levando a expressão a sério, repesco uma foto antiga (2003) de uma viagem particular de que gosto muito: uma viagem da Régua ao Tua, no comboio histórico. Aqui, preparando a locomotiva a vapor para o retorno, ocasião que observei com muita atenção e espanto. Ainda não tinha máquina digital pelo que tenho poucas imagens mas, na cabeça lá nos lugares infinitos da memória, tenho o encanto desse percurso. Ressalvando o caso de que chegamos todos enfarruscados de fuligem!

Outras que na ocasião escolhi. 


A linda e elegante ponte D. Maria, ao abandono há décadas
 
Três imagens da linha "esquecida" Faro/Vila Real de Stº António.


Pensando no meu gosto por viagens.Têm a ver com a minha inclinação por comboios e o desprezo a que estes país votou um meio de transporte bonito, pacífico e, diria, democrático. Sempre me lembro disso quando se vai na estrada e os enormes camiões transportam tudo e mais alguma coisa, tantas vezes inútil e que podia perfeitamente ser transportada por caminho de ferro. Na pressa em que andamos todos, empurrados por uma desnecessária necessidade de coisas desnecessárias. Reparo que até "a logística" é transportada...

Dia13 – Andar à solta 


Este foi um dos tempos de andar à solta, sem carros nem vozes. Um lugar que visitávamos várias vezes, um oásis no interior, paisagens infinitas. A avenida principal era bordejada de marmeleiros. E dessa vez também ouvi e vi (mal) uma coruja à solta: está na 2ª fotografia muito mal tirada. Até me lembrei do “Blow Up”, de Michelangelo Antonioni, de 1966, filme que revi há dias.

E o contrário de "andar à solta", achei imensa graça a este cão a fingir. Se calhar até cumpre o seu objectivo; assustar!

Dia 20 – Tem-te não caias 

Além da diversidade do artesanato, o que pensei ao olhar esta banca é que o que era exposto estava num equilíbrio super conseguido.

 

Dia 27 – Pela noite dentro 

Esta foto é um sucedâneo do “andar à solta”: ter o olhar livre no escuro e o silêncio tão profundo como aquele céu à noite.

E um anoitecer de equilíbrios vários, como "tente não caias"... 

Assim se entrelaçam os meus pensamentos, uma palavra, uma memória, um mote para escrever sobre pensamentos e as muitas vidas que vivo.

  

PPP+Passado - Dezembro 2025

Ora, mãos à obra que aqui vou deixando ficar: ainda não publiquei as minhas sugestões do mês passado, escolhas que ficaram "no tinteiro"

Dia 4 - Fotografando as palavras dos outros, um poema que a Mena nos deu a conhecer aqui copiado, por ser muito belo.

Ave

Marés e instantes de prata despertam as gaivotas.

No mar espremeram frutos, que têm sabor a noite.

Brancas de tanto conterem o vento nas plumas

encontram nas manhãs a escrita das ondas.

Sem pontos.

É no amor verde da água que o desvario se prolonga.

Sem metáforas.

Sem as correntes da rima cativa, sou ave.

Lília Tavares em Casa De Conchas, 2022







Esperando a eterna equivalência das marés, as gaivotas são como os poetas no fluxo das palavras que lhes surgem. Como alimento.

As figurinhas são de uma história inventada há mais de 40 anos para o menino. Agora em aguarela para a "menina". 

De gaivotas e mares, estou conversada! Devo ter centenas senão milhares destes lugares e coisas que me entusiasmam.

Dia 11 – Jornal de Parede

As inscrições nas cidades e vielas, surpreendentes.

E ainda o jornal, o desenho num jardim, em férias dos anos 80.

Dia 18 - "Se eu pudesse" 

Muitas ideias me surgiram num ápice, todas centradas nos meus sonhos e desejos: acções, lugares, pessoas.

Resolvi-me por uma irrealidade: acabar com as guerras e fazer desaparecer os que as promovem.

Não vos passo imagens do que vocês vêm e nos entra pelos olhos e ouvidos, em tudo o que chamam, na generalidade, os inúmeros meios de comunicação. Recupero uma foto antiga, inícios do ano 2000, já aqui utilizada há muitos anos, como amostra do que digo: escombros e silêncio.

 

Dia 25 – Natal 

Escolhi o Natal sintético que vi numa montra: velas em pose de frutos.

A minha disposição para esta palavra é quase nenhuma, exceptuando a alegria que me dá a família chegada. No resto, só encontro comércio exagerado, de todas as cores e feitios. Por isso respondo com a simplicidade de uma montra enfeitada de romãs, a fingir. Hei-de comprar uma verdadeira, é fruta coroada, rainha da época.