A proposta deste mês era ampla. Mas o Ser Humano e a Natureza nem sempre estão de acordo.
É olhar para o que se passou, de devastação em devastação, ora pela chuva, ora pelos ventos. E pelas construções desalinhadas, mal feitas e em cursos naturais de água, em cima e abaixo de arribas que deveriam ser protegidas das especulações, as plantações avulso, a falta de cuidado com as árvores e replantações. Da rebaldaria que grassa, em governos, grandes e pequenos governantes de pacotilha. Fica-me nos olhos e na alma a compaixão por tantas pessoas e bens afectados.
O meu "ser contra" já não tem nenhum poder e todos juntos, milhares contra milhões, somos apenas os saudosistas da liberdade e do equilíbrio de poderes.
Respondi assim:
Dia 5 - Infância/Primavera
O
encantamento das crianças faz-me sorrir. Fico deslumbrada com a sua
emotividade e atenção a coisas banais. De repente, vemos pelos seus
olhos primaveris.
Dia 12 - Adolescência/Verão Penso (e senti) que a adolescência carrega um fardo enorme, mesmo com as alegrias próprias de ser jovem e (ainda) inocente.
O
futuro é um peso que carregamos sem nos apercebermos bem. O traçado
longo das ruas desconhecidas, dos dias e noites inquietas, na vida
interrogada que nos aguarda.
Dia 19 - Maturidade/Outono
Um
percurso que temos de fazer, apesar dos verdes anos que nos sobram na
memória, ali ao lado. As folhas anunciam a mutação das árvores que se
vão despindo e despedindo, devagar. Para nós não é um ciclo, é um estado
que não tem sintonia com as estações do ano.
O
Inverno é quando a velhice nos deixa ainda andar, todavia não prestando
a atenção despreocupada que tivemos antes. Resta-nos conjecturar o que
faremos na quarta idade a que assomamos agora! Para as mais novas
"daqui" vai um voto sincero que permaneçam lúcidas, com força e
colorido, como aquelas flores que se chamam "sempre-vivas".
Voltarei para as minhas outras escolhas particulares.
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