Metemos na estrada velha para lá da Barragem onde o rio se estreita, o Vale e outros horizontes para mais longe da aldeia. Encontramos a Senhora Bárbara, a pastar as suas 3 cabras e um cabrito:
uma cabra chama-se “Caldeirinha” e “dá um litro de lête por dia”, outra é a “Branquinha”, filha da maior e mais arisca, o cabrito “é para comêre”. O homem trabalha “a juntar perdizes para os patrões” virem caçar no dia 11 de Outubro.
Não sabe ler, não sabe nada além “daquilo” ali: nasceu em 1941 “no ano do ciclónio” como lhe disse a mãe. Viviam em cabanas cobertas com palha – “uma miséria que nem sei”, diz-nos, "as solas dos "sapatos eram de pneus velhos", agora "sempre vamos tendo uma reforminha".
Lá viemos embora, cada um à sua vida: nós pela estrada, ela pelos pastos adiante, cantarolando.









