quarta-feira, julho 06, 2016

Pássaros do Sul II

Perto de casa temporária: todas as manhãs de melro, tão contente e desafiador!




Nos outros lugares de águas, as elegantes que sempre revejo





O galo atento, as mulheres distraídas...






Pequenos mundos a que voltarei.

terça-feira, junho 14, 2016

Meados de Junho

Os meus pássaros do Sul.
As pedras, águas, as estradas pelos montes adentro.






Tantas as coisas que me prendem olhos e sentidos.
Como se a primeira vez fosse sempre esta.
O espaço, sim, é o espaço que me fascina.

segunda-feira, maio 30, 2016

O fim de Maio






Flores, para mim e para a minha mãe.
Nesta madrugada em que nasci.

domingo, maio 08, 2016

Da partida e da chegada

...mediaram apenas 4 dias, muitas horas sem sono e muitas outras de caminhadas.
O chamado "táxi aéreo" Porto-Lisboa é admiravelmente acanhado e a hélices. De manhã cedo, o nosso belo aeroporto parece fantasma, sem luzes nem atendimento. Dizem que há 18, sim dezoito! ligações dessas entre as duas cidades. E porque é que, indo para um país do Norte, se tem de ir apanhar o avião a Sul? esperar depois horas numa madrugada, estacionados entre lojas de marca, no aeroporto de Lisboa...coisas barraqueiras e esquemas! Um gerente, um feitor, um administrador, de sucesso, basilêro com ligações a outras companhias e ecos na imprensa que não são bem explicados.
Há muitos interesses envolvidos, que não serão os nossos, mas espanto-me que nós, os da outra metade de Portugal, não tenham feito barulho, mais protestos, nesta situação que nos prejudica muito. E subalterniza a 2ª cidade do país e a zona que tem mais emigrantes lá fora.
Entretanto, amanhecia por esse rectângulo lindo e em Lisboa



Rios e mares,
até ao fim da tarde no Porto.
Um lugar de fotogenia, de tanta lembrança.

Foi por isso que lembrei uma inscrição-frase dum sermão do Padre António Vieira, em 1670:
"Para nascer Portugal, para morrer, o mundo"


segunda-feira, abril 25, 2016

Tu, Liberdade

Quando aprendemos a tratar por tu a liberdade. Dizíamos: e podemos cantar juntos, na rua?
Tão belos e grandes os dias!


Os meus cravos, na oliveira de Saramago.


sexta-feira, abril 15, 2016

O alimento da aranha

Não pude deixar de a fotografar. Consegui vê-la enrolando habilmente um outro fio, com o bicho já imóvel:




Apareceu fora da janela da varanda, graciosa e colorida, suspensa por fios quase invisíveis. De vez em quando ia olhá-la, admirando-lhe de perto a estratégia. Era mais pequena que uma unha.
(E como estava off-shore, deixei-a estar uns dias. 
As notícias iam passando de mão em mão. As discussões, as contas deficitárias, a sombra dos medos, os pod(e)res democráticos. A liberdade de imprensa, a oportunidade dela, até a explicação, a evidência quase moral, que lhes davam).
Mas uma aranha:
vendo a velocidade a que se deslocava do centro "de controle", ao prender-se uma mosca ou um mosquito. Não tinha pressa de o comer, diria melhor, sugar, até ao desaparecimento.
De novo, voltava à imobilidade.
E nestas minhas ambivalências de achamentos, pus-me a  pensar quanta gente está próxima da voracidade dos bichos, quantos governos ou governantes, quantos nomes se conhecem e quantos anónimos.
De uma aranha, sendo-o. De uma mosca, apanhada.
(um outro dia, cansei-me do destino e peguei numa vassoura, destruindo a teia e afastando a aranha para "outro quintal").

sábado, março 26, 2016

Pela Páscoa de 2016

Como se asas, instantes, pensamentos, pó.
Memórias dos sítios.
Do alto nos conhecem, estátuas, gerações de pombos e gaivotas. A nós parecem-nos todos idênticos. Muda a fisionomia do lugar, o que penso dele.
Nada é igual.
E é como se uma parte do coração (se)morra.

sábado, março 19, 2016

Dia do pai


 ...como eu gostaria de o recordar.
Assim, com esta ligação à Natureza que (me)foi o seu melhor legado.
(a publicidade e o comércio tomam-nos, não é? Apenas me lembra lembrar que - as pessoas que nos viam passar - julgavam que éramos "ciganos" quando saíamos para o campismo. E não se usavam caminhadas, nem nikes e muito menos "likes". Mas as pessoas das aldeias tão pobres, as montanhas e os campos de milho, eram respeitados e amados)

terça-feira, fevereiro 09, 2016

Douro e Camélias

Já as via aqui e ali pelas ruas, nuns cantos duns senhores que não conheço nem vejo. Espreitando pelos muros de casas, muitas arruinadas, mas enfeitadas das enormes e luminosas camélias.
Desta vez não fui ter com elas: vieram elas ter comigo.
Olhando, numa improvável ida, ao Douro-de-amigos. A passar pelas terras de Torga. E elas anunciaram-me que nem o frio nem a chuva nem o vento das serras o lugar onde-longe
fica atrás dos montes















as impedem,
de amar, de serem amadas.

sábado, janeiro 16, 2016

Arredores de Lisboa

Descobrir lugares e nomes de que se ouviu falar e se leu: de repente dar com sítios do imaginário, de livros e referências mais antigas. Saber, olhar, sentir que o Tejo é aquele rio que dá luz, reflecte muito céu, quilómetros de céu na água.
Este é um dos meus grandes prazeres a seguir aos livros. "Chegar" a um lugar onde algo me espera e eu sei que gosto.



Ouro puro, reflexão de romance.
Cores do Oriente.