Avança dentro de nós o Dezembro. Lá fora, persistem as luzes para alguns e as não-luzes para tantos.
Tentamos, muito, que os entes queridos e os amigos se apercebam que "estamos aqui", onde nos colocaram, onde nos obrigaram. Não só as vidas diferentes como as contingências deste momento grave para milhões de pessoas e famílias. Penso, para mim, que um bom presente de Natal, em havendo, seria poder estar com a gente que é minha ou próxima.
"Somewhere, over the rainbow", 1939, do Feiticeiro de Oz, uma história bonita sobre a Ilusão e a Felicidade.
Se possível, aqui no livre ar do sulA proposta de números 1, 2, 3, 100 e 1000 deste mês no PPP, fez-me ir atrás, num vaivém de cenas possíveis.
1 - Um dia, um acontecimento, uma personagem. Fotografia manual, a preto e branco, pelos antigos métodos do “olha o passarinho”. Um gosto, além da paisagem, conversar com o senhor que ali está há dezenas de anos. Ou estava, que o tempo destrói as vidas e as vontades. Mas sempre lembrarei este momento, tenho a fotografia-feliz em prateleira da sala.
A conversa com este "senhor da fotografia à la minuta" foi sobre o seu pai, que o ensinou e lhe deixou o gosto e os apetrechos. Feliz por gostarmos e lhe termos pedido para nos tirar uma, a rir, a olhar o boneco-pássaro e a imensa paisagem de Viana do Castelo e mais, mais adiante.
Mas, como sempre, escolho muitas coisas, em momentos que são UM, momentos únicos (que são todos, uns melhores que outros). O tempo continua a ser tempo, atrás, hoje e à frente, até se acabar "o nosso tempo".
Duas pedras em diálogo
Pelas 3h da tarde, sim, era de tarde, pelo sol e pelo relógio
Dois espigueiros e o terceiro em vislumbre
Dois para "O Beijo"
Três figuras de diferentes expressões
E, por último, os nenúfares, dois e um terceiro prometido, sempre lembrando Monet e a sua incansável busca de impressões pictóricas. Claude Monet pintou cerca de 250 quadros das flores da água.


