E como as escolhas eram bonitas, a propósito também de comboios - séries que tenho visto - e a falta deles, repesco o conjunto. Feito e o escolhido para esse desafio de M. que já lá vai há 2 meses!
Tempo cavalo à solta...
Dia 6 – Andar na linha
Na verdade, sempre que podia e me lembro, não “andava na linha”, tal como sugere a próxima semana, andava à solta. Mas levando a expressão a sério, repesco uma foto antiga (2003) de uma viagem particular de que gosto muito: uma viagem da Régua ao Tua, no comboio histórico. Aqui, preparando a locomotiva a vapor para o retorno, ocasião que observei com muita atenção e espanto. Ainda não tinha máquina digital pelo que tenho poucas imagens mas, na cabeça lá nos lugares infinitos da memória, tenho o encanto desse percurso. Ressalvando o caso de que chegamos todos enfarruscados de fuligem!
Outras que na ocasião escolhi.
A linda e elegante ponte D. Maria, ao abandono há décadas
Pensando no meu gosto por viagens.Têm a ver com a minha inclinação por comboios e o desprezo a que estes país votou um meio de transporte bonito, pacífico e, diria, democrático. Sempre me lembro disso quando se vai na estrada e os enormes camiões transportam tudo e mais alguma coisa, tantas vezes inútil e que podia perfeitamente ser transportada por caminho de ferro. Na pressa em que andamos todos, empurrados por uma desnecessária necessidade de coisas desnecessárias. Reparo que até "a logística" é transportada...
Dia13 – Andar à solta
Este foi um dos tempos de andar à solta, sem carros nem vozes. Um lugar que visitávamos várias vezes, um oásis no interior, paisagens infinitas. A avenida principal era bordejada de marmeleiros. E dessa vez também ouvi e vi (mal) uma coruja à solta: está na 2ª fotografia muito mal tirada. Até me lembrei do “Blow Up”, de Michelangelo Antonioni, de 1966, filme que revi há dias.
E o contrário de "andar à solta", achei imensa graça a este cão a fingir. Se calhar até cumpre o seu objectivo; assustar!
Dia 20 – Tem-te não caias
Além da diversidade do artesanato, o que pensei ao olhar esta banca é que o que era exposto estava num equilíbrio super conseguido.
Esta foto é um sucedâneo do “andar à solta”: ter o olhar livre no escuro e o silêncio tão profundo como aquele céu à noite.
E um anoitecer de equilíbrios vários, como "tente não caias"...
Assim se entrelaçam os meus pensamentos, uma palavra, uma memória, um mote para escrever sobre pensamentos e as muitas vidas que vivo.
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