domingo, março 24, 2019

O ano 2019 com camélias II

As camélias nesta zona interior são podadas, arranjadas de forma a servirem de sebes ou parecerem figuras recortadas. Uma arte. Diferente. Já vi algo parecido, nos "jardins de Sophia" mas sem dúvida que prefiro as japoneiras soltas e desgrenhadas.
Adivinhando idades pelos troncos.




Anúncio e aceno de Primavera






Pelo jardim se vai, pelas centenas de camélias, de várias espécies, no ar e no chão.
(guardo as outras, muitas, para as coisas soltas onde as fixarei num outro olhar, insistente e repetido)




















Tão diferentes são! Todas as abelhas trabalhavam e sabiam. Como será o mel de camélia?

No recanto e com um tronco a jeito, esperaria o nascer do dia.
Os cânticos.


sábado, março 23, 2019

Uma vez mais, o ano com camélias

Desejado há muito mas só desta vez a possibilidade de.
Geralmente, gosto do que é mais selvagem, de surpresa em qualquer muro ou jardim, e as exposições - a não ser pela colecção extraordinária que conseguem reunir! - não me são apelativas.
Manhã cedo e com sol, mas fria. A caminho de C. de Basto e do que tinha lido sobre a exposição de Camélias que se realiza em Março, aproveitava para ser fora das comemorações e das gentes várias.
Vislumbrava-se já o perfil miniatura do alto castelo.


 Subida a pé, íngreme.

Castelo de Arnoia, séc. X ou XI, Rota do Românico, a vista deslumbrante e longa.



O Monte Farinha, tal qual o conheci, que se irá ver em pormenor. Devo tê-lo, em foto de há 50??? anos, a P/B, debruçada num rio e nevoeiro. As escapadas tão velhas como o meu gosto delas!

Rio Tâmega
As Terras de Basto são antigas, várias e de nomes diferentes, encravadas entre o Minho e Trás-os-Montes, Rota do Românico e do baixo-Tâmega.
Além da paisagem, levavam-me pelos montes acima e abaixo... as camélias.
Nos lugares entre autoestradas e IPs, as curvas são imensas... Todos os dispositivos são ferramentas precárias e erróneas se não nos situarmos no velho mapa, norte/sul.
Douro, Tejo, Guadiana. O sol que se levanta e o que se põe. Somos um país fácil e brando!
Procurando entre campos a Quinta deles, encontrado almoço e camélias. Um lugar rural, simpático e bom, com vista e sossego.








quarta-feira, março 13, 2019

Rasgar (alguns) papéis

... que por cima da mesa do escritório" andam, dá nisto:
Sei lá de onde apontei... creio que foi sobre o Holocausto Memorial Day mas serve para o que quero dizer agora e é muito mais abrangente dada a situação que se vive:
..."did not begin with mass killings. It began with the rhetoric of hate"...

Isto a propósito das notícias vigaristas que nos entram pelos olhos dentro. E ainda por Londres e os ingleses, mais o "deal with no deal".


E Paris au mois d'août que tanto me perturbou.



A pobreza e tudo o mais é lá fora...


A europa, as américas, os eslavos, os russos, as índias, as chinesices.
Li há dias, a propósito da saga tremenda de uma mulher Yazidi, que Erbil ou Arbil é suposto ser o mais antigo lugar habitado, do mundo.
5º milénio antes de Cristo, escrevo por extenso para me convencer e visualizar o número.  Depois de (supostamente) Cristo, temos nós judaico-cristãos dois mil anos.
É como olhar para as estrelas, o infinito.
O Iraque, das guerras que vemos em directo, a Mesopotâmia, terra do leite e do mel.
Torna-se notícia se for bombardeado, se houver um terramoto, se cair um avião.
Não pode ser!
Isto não é a HUMANIDADE.