
... que chamam por nós.
Para uma paisagem familiar
onde os nomes se conhecem e estimam
há muito.
Quarta-feira, Fevereiro 10, 2010
Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010
A Feira da Ladra

As curiosidades vivas
As especiarias e condimentos do Oriente
O colorido dos frutos conhecidos

Propostas de comer na rua...







No que eu "reparei" quando tirei a fotografia, já há que anos!
Casa Majólica (1898) com os azulejos de flores rosa, edifícios Arte Nova de Otto Wagner. Numa das ruas principais de Viena, onde a arquitectura é um prazer para os olhos, há um mercado de rua (das pulgas: Fleamarket ou Naschmarkt, ou simplesmente a Feira da Ladra de Lisboa ou de Vandoma, no Porto).
Foi precisamente pelo contraste dos belos edifícios e a urbanidade da venda pública que escolhi esta foto para o PPP: porque feiras/fotos ...há muitas; e paro em (quase, que das ditas "medievais" nem tanto) todas!!!
A palavra da semana era "feira" e registo alguns aspectos que recolhi na altura, sendo que é, assim, mais uma forma de recordar outros ambientes.
Domingo, Janeiro 31, 2010
Museu e Ar Livre



Brincando porque é museu e ar livre
e porque me vieram ao ideário de somenos importância
os lugares que sempre imaginarei
comigo, casados nas décadas.
As mudanças - as não mudadas.
(também andei a ler um livro de Susan Sontag onde entrava o Lord Nelson!!!)
Sexta-feira, Janeiro 29, 2010
Ar livre e Museu
Igreja Românica de S. Gens (Boelhe)
Ver e sentir.
O Museu Municipal de Penafiel é o cofre dos tesouros descobertos, uma viagem num tempo em que nos sentimos verdadeiramente paralelos à terra e aos que a habitaram.
Primorosamente enquadrado e recuperado, num palacete no centro da cidade.
Na paisagem, a beleza perene da pedra.
Vestígios arqueológicos
Castro de Monte Mozinho e Centro de interpretação arqueológica
E pelos vales dos rios Tâmega/Sousa/Douro percorrendo as cristas das serras,
deixando os seus traços pelos planaltos e montes, no trabalho, na vivência ancestral.
Os homens da Pré-História, os que vieram a seguir.
Lugares recuperados ao passado que a todos nós pertence.
Honra de Barbosa
Pelourinho junto da antiga cadeia
Capela do Menino Deus (séc.XVII)
Por puro acaso percorridos, os caminhos dos montes.
À volta de Penafiel - Câmara com uma informação cuidada e pormenorizada do seu património (e é quando acredito mais na democracia...).
Rotas a que dou sentido, antes ou depois, por apontamentos e folhetos (quando os há), por visitas aos lugares (quando os encontro abertos...).
A "Honra de Barbosa" situa-se em Rans, Penafiel.
Uma residência senhorial com torre do sec. XII (reconstruída três séculos mais tarde), em terras que pertenceram a Mem Moniz de Ribadouro ...
Ora nem mais nem menos que o irmão de Egas Moniz, aio de D. Afonso Henriques.
E é como se saltasse do livro da escola para o chão que vou vendo!
Quarta-feira, Janeiro 27, 2010
Little cat


Saudação de gato
em muro londrino
onde voltarei, regressarei, de memória espreguiçada como um gesto deles
felino e ligeiramente feliz
(nada mudará o meu amor cego por Londres)
(encontrei-o para o mandar a uma amiga-figadal-de-gatos-comuns)
Vassourinha
Andei a rever
a varrer
tanto do que escrevi, por aqui,
desde há cinco anos.
As pontes que.
(lembrei-me logo do Guadiana e as suas pontes de pombos e ferrugem)
Há gentes que não são. Esquecer que tempo vai passando e tudo muda, pena que sejam - escusadamente - os sentimentos amigáveis e cúmplices.
(das vezes que ouvi e respondi, que revi textos, que dei a opinião, transmiti e pouco transmitida - de como estar "na rede" é como estar num café, entrar, sair
numa festa social
num encontro fortuito
numa qualquer repartição
escritório
balcão)
Sempre me custa: há gentes que não são
nem parecem
evolam-se ("fly away" era mais lindo...)
em nada.
Por isso, andei a (re) varrer bytes e símbolos.
Terça-feira, Janeiro 26, 2010
Raças Humanas 1




Não se traça
não se trata
do que eu penso da raça.
Muito menos das raças.
***
Deixo este apontamento como sequência - minha - do post anterior.
A Agência Portuguesa de Revistas existiu de 1948 a 1987.
Qualquer enciclopédia ou estudioso destas matérias terá a lista e a história das publicações.
Do que era barato, comum e acessível nos tempos de criança, em que UM LIVRO era um luxo a que a maior parte não tinha acesso. Eu lembro-me perfeitamente do primeiro livro que me deram e teria uns 3 ou 4 anos.
Muito longe se está mas há caminho que se percorreu!
Os papéis coleccionáveis que embrulhavam rebuçados (outro luxo) "Vitória" - a minha avó trabalhou, em nova, nessa fábrica de rebuçados - nos anos 30/40?, tinham passado de moda e apareceram as "cadernetas" e os saquinhos de cromos (anos 50?).
A caderneta das "Raças Humanas" custava Três Escudos, apareceu em Julho de 1956.
Esta que aqui se mostra foi comprada num alfarrabista - as minhas coisas nunca foram guardadas -, precisamente tentando reviver a memória e encanto primitivo dos primeiros conhecimentos.
Qualquer outra conotação é descabida!
Terça-feira, Janeiro 19, 2010
Raças Humanas



Porque me vem à lembrança
a placidez das diferentes raças que aprendíamos. Interessante ler agora "o bocado de cultura" que nos era ensinado.
Para lá disso, só às escondidas...
Escamoteadas são - tal como agora - as origens, as consequências.
A miscigenação dos povos por interesses económicos, essa já se faz há muito.
Interesses culturais é que há poucos...
Quarta-feira, Janeiro 13, 2010
Lembrança
árvores do meu país
sonhado a sul
redondos arcos verdes
(uma das coisas dramáticas que me chamou a atenção - entre catástrofes, mortes, miséria, pobreza, corrupção - foi ver, e saber porquê, a completa desflorestação da zona de fronteira do Haiti comparada com o lado da Rep. Dominicana, de que lembro os anúncios para viagens de sonho e luxo ...)
Terça-feira, Janeiro 05, 2010
O banho deles
No nosso PPP, a palavra foi, algures, "aconchego".
Escolhi um banho de pombos distraídos. E conforme as personalidades das pessoas que conheço (algumas), os comentários vários fizeram-me acrescentar, como ideia surgiu e já acrescentada de novo:
...penso que estão a escolher o "que tiver mais penas" para chefe??? prrresident, como se diz...??? do grupo parlamentar dos "pombos-sem-ser-correios", os PSSC.
As assessorias, os encostos, as comissões, os aconchegos. O primo, o amigo de infância "mais ou menos" alimentada com as migalhas que fomos deixando cair.
Ou seja, no cerne da fotografia, o meu pensamento cavalga noutras direcções:
o mar bravo da Foz estava ali ao pé - o mar dos desempregados, aguados na lama das inundações, os injustiçados, os encolhidos de frio, gente do tipo arrumadores e moedinha, famílias recorrentes dos saquinhos de compras do "essenciale", um feijão, uma massa, leite, salsichas (mas quê? queriam robalo? queriam alcatra? rosbife?), a nossa gente comum desorientada pelos carros de milhares (de contos) vendidos em Braga, as multi-coisas que se deslocam aos sss pelo mundo como lombrigas (e não me surge uma imagem mais nojenta).
Eles, os pombos indiferentes, em conluio (desculpem, bichinhos!), sereníssimos, numa poça de água da chuva dizendo uns para os outros "abaixo o déficit da água, mergulhemos - acima os 30 e tal por cento de ganho na Bolsa, joguemos".
As gaivotas? Ah... essas não mandam nada, governam-se como podem, andam no vaivém da onda, inteligentes de Davos, na babugem do liberalismo.
Iluminar
Entre as cores mortas do inverno descontente
encontro um caminho do coração
onde se partilham afectos.
Luz.
Sinais pequenos.
Um Ano cheio de bons sinais como estes
a todos os meus
pequenos e grandes
(afectos).
Sábado, Janeiro 02, 2010
Do outro lado
E passa-se um rio de olhos húmidos,
a chuva da tarde
a claridade
confunde-nos emoções.
Para lugares que sempre estiveram perto do coração, onde entraria de olhos fechados e saberia o que ia ver/sentir, que imagens, que recordações, que palavras pintadas na escuridão dos anos.
Esbarrar nos corredores do tempo de sofrer.
Encontrar um arco de cores
esporádico
cores que se harmonizam como conversas.
Brancos e vidrados espaços - que, ainda, tento - esquecendo os lapsos.
(haverá tanta vida minha para tantos dos lugares sentidos assim?)
Quarta-feira, Dezembro 30, 2009
Passagem de ano(s)
Chamem-me então
(basta um aceno)
depois
quando pessoas tiverem a alma tenaz
da folha
dos pombos
das cores (ainda e sempre)
de coisas que vemos
permanecer nos caminhos.
Tal como nós os atravessamos.
Chamem-me então
num novo ano
da luz
do dragão da serpente do ovo
quando se dissipar o nevoeiro
das palavras
feridas,
opacas.
Segunda-feira, Dezembro 14, 2009
Votos de Boa Vontade


Não há que fugir nem para onde.
Invade-nos pela casa, pelas ruas, jornais e revistas nas caixas do correio: chamam-lhe "o espírito de Natal" e eu cada vez o acho mais "espírito consumista".
Aceito com alguma resignação - vai passar, vai passar ...
O que gostava mesmo era de ir ao musgo, em sítios antigos, onde muros eram de pedra e não de gente.
Um dia, se houver uma criança cá em casa, vou renovar os carneirinhos meio partidos, desenho uma estrela e pinto-a de purpurina. Compro um boneco de madeira, enfeito-o e embrulho-o; e digo, olhando uns olhos pequeninos: é natal contigo!
Ficam aqui os pinheiros onde se penduram as nuvens, com os votos que quiserem levar.
Quem me conhece, sabe que são do ano todo.
E rosas festejando Klimt.
Domingo, Dezembro 13, 2009
Por lembrar-olhar





Tem a ver com Paris mas não, não porque a cidade, o ir, viajar ... etc etc.
(há Paris dos anos 60/70, sonhos e realidades passadas; depois, e mais tarde, foi só a confirmação das "luzes" europeias, o cinza azulado dos telhados e o vagar de ver)
A MF., uma das amigas do PPP, mostrou-nos há tempos - e como "Ornamentação" pode ser diferente! - o tecto das Galerias Lafayette, uma fotografia belíssima no pormenor dos seus ferros e curvas.
E eu lembrei-me - quando ando(ava) só pelas cidades e me perdia. E tiro fotografias a esmo. E é proibido e eu não reparei (e peço muita desculpa, que no British Museum tal e tal, que no Louvre também ... ah mas isso era há que tempos, antes das câmaras e dos medos engatilhados nas gentes).
Apeteceu-me recordar.
"Voilà
je regarde les autres
Pourtant je ne leur trouve rien
C'est comme ça..." - como Françoise Hardy cantava em 67!
Sexta-feira, Dezembro 04, 2009
"Ornamentação" e PPP
Aqui está a minha "Ornamentação", para o nosso jogo da semana: a foto que é onde se vê a bicicleta engalanada em 1º plano.
As outras a seguir ponho-as por curiosidade do que rodeia o insólito.
A igreja é em Tomar, a Ermida de S. Gregório, séc. XVI, com portal manuelino e património classificado...
Por lá, cá fora ou imediações, vive alguém segundo me informaram - demorei pouco por ali, era tudo um bocado estranho.
Toda a terra dos Templários é cheia de simbologias; aqui me pareceram algumas.
E das vezes que passei, estava fechada.
As ervas no telhado, essas estavam vivas e acenavam ao vento.
Sábado, Novembro 28, 2009
À volta do Jardim












Rodeado de quarteirões de prédios de carácter - alguns abandonados...
Não sou de Lisboa e só passo lá de vez em quando - as fotos já são de há mais de 2 anos.
Sei que há gente a protestar, a pedir informações, a dirigir-se à Câmara.
Porque é que o progresso não respeita a Natureza?
Onde está o inteligente, o mandante, o arquitecto, o biodiverso, o doutor das Ciências Naturais, o paisagista, as pessoas que usufruem dum jardim, nem que seja de passagem?
Decerto que há mil escusas: um país que se enleia.
E, por isso, pergunto aos amigos de lá:
"se sabedes novas do meu amigo" o Jardim do Príncipe Real!
O Jardim do Príncipe Real

Completamente anormais, as árvores.

E a que propósito vem, esta do rei e dos cantares de amigo?
Das árvores. Que não são estas nem aqueloutras.
De mais de 40 árvores que "estão a ser reabilitadas" - quer dizer, já foram cortadas! - num dos belos jardins de Lisboa.
Nomeadamente porque não eram "normalizadas" e estavam doentes.
Um jardim romântico e vivo.
(D. Dinis tornou o português na língua oficial do País mas, pelos vistos, ainda não nos entendemos na nossa língua).
Novas de meu(s)amigo(s)










Entre outras coisas, aprendi que D. Dinis mandou plantar pinheiros, lá para os lados de Leiria e do mar cavalgante da terra. Um rei simpático e ainda por cima, culto. Claro que não se preocupava o rei com minudências de parques e cidades com camadas de ozono em cima.
- "Ai flores, ai flores do verde pino,
- se sabedes novas do meu amigo!
- ai Deus, e u é?
- Ai flores, ai flores do verde ramo,
- se sabedes novas do meu amado!
- ai Deus, e u é?
- Se sabedes novas do meu amigo,
- aquel que mentiu do que pôs comigo!
- ai Deus, e u é?
- Se sabedes novas do meu amado,
- aquel que mentiu do que mi há jurado!
- ai Deus, e u é?"
Quarta-feira, Novembro 25, 2009
Escritaria 3
Tantas sensibilidades, muita gente numa terra amável.
Saramago faz da escrita um lugar tão perto,
da infância, da nacionalidade,
dos sonhos e dos pesadelos.
Um passado sempre pensado em desejo de futuro.
(A Bíblia, que andava lá por casa com o Dicionário, o Tesouro das Cozinheiras e a História da Civilização, foi dos primeiros livros que li mal juntava ainda as letras).
Escritaria 2
Frase escolhida por José Saramago, para sempre inscrita numa rua medieval em letras metálicas:
"Gostaria de reunir em um só lugar, sem diferença de países, de raças, de credos e de línguas todos quantos me lêem e passar o resto dos meus dias a conversar com eles".
Um acaso não ser numa rua principal, num sítio visível?
Uma travessa de ligação ao largo principal - será que ele a pensou assim, a passagem?
Escritaria em Penafiel Out. 09
Arte e Natureza são das poucas coisas que me fazem vir à tona deste lago de interesses.
Nem pensar em polémicas que as há - que las hay - a propósito de tudo!
(não li nada sobre a estátua do crucificado Hitler, na Fil ou "feira de arte", não sei se terá sido adquirida por algum coleccionador imprevisto, levando ainda os dois ladrões-anões ... não ouvi nenhum debate sobre o mau gosto, muito menos vi a questão levantada por vozes religiosas indignadas; mas pronto! artes e interpretações serão mais ou menos pertinentes - e essa manifestação para mim, é impertinente. Logo, não a teria ouvido).
Mas o importante foi ter voltado a Penafiel, numa tarde de "Escritaria"!
Terça-feira, Novembro 24, 2009
Quinta da Aveleda IV
Encontrar flores e todas as cores,
recortes de jardim.
Nenhum Minotauro assusta neste labirinto.
E somem-se medos e perguntas, no simples prazer de "ver".
O resto que aqui não cabe em paciência, ficará "nas minhas coisas à solta"!
Domingo, Novembro 22, 2009
Quinta da Aveleda III
Do falar antigo das casas, das pedras e das madeiras.
Vidas passadas, senhoras de saias roçando o chão, guerreiros regressados.
Passear na Aveleda é ouvir todos esses murmúrios.
Quinta da Aveleda I
Por todos os caminhos, da sombra ao sol, do romântico.
Ou diria melhor, do romance entre os donos da terra e o seu cuidar.
Sábado, Novembro 21, 2009
(A) Quinta da Aveleda - Penafiel
Estive eu aqui a escolher e a redimensionar - digo que foi mesmo a "escolher entre muitas" - fotos dum lugar.
Cheguei à bela conta de 120 imagens. Para as poder colocar todas, entretive-me a procurar o modo de fazer um slide, uma espécie de filme que fosse um passeio pela Quinta da Aveleda, tal como a senti.
(Há gente tão hábil que faz e envia essas coisas numa espécie de "Doc", com coisinhas pelo meio, corações, alternâncias, folhas a folhear ... mas eu nem queria isso, só um simplérrimo "slideshow" em que os olhos depenicassem as cores e os cantos)
Nicles. As horas passaram céleres e as fotos no tinteiro, ou na nuvem.
Fico-me então e para já, pelas entradas.
Sexta-feira, Novembro 20, 2009
Penafiel - anos 70 e após eles
Nesta terra passava-se sempre nas idas para o interior.
Isto há décadas, entre cebolas, cães e regueifas, tantos carros e gentes que (se)atravessavam.
E os forasteiros, novos que éramos, mortinhos por sair da confusão e chegar ao Porto, olhávamos de lado e ao longe.
Lá de cima, como um bolo da época, pesado e branco, o "Sameiro".
Romagens e romarias sempre me fizeram fugir a sete pés, ou rodas, excepto para ver as vistas e as artes.
Foi, nestes tempos de agora, que subi ao monte: e não há dúvida que encontrei motivos para parar e olhar, a paisagem, certa poesia de curvas, uma complacência de sinos, alguns reflexos de céu.
E ... nestas deambulações - igrejas, cenários verdes, casas de brasão e a bela Quinta da Aveleda - comecei a conhecer/gostar de mais um lugar: Penafiel!
(É que se me tivessem dito isto há anos, não acreditava. De como os lugares se transformam e a gente muda...)