quarta-feira, junho 12, 2024

Lugar de ausências

Aproveitando as palavras de amiga, a M., sobre os lugares de presença, hoje que não posso "escrever" com estes problemas na mão e outros, aponto e lembro a minha adorada Ria Formosa. 

Parece-me que terei de ficar a pensar nela como "um lugar de ausências".



De saída, do ar livre, da curiosidade das coisas à volta, do azul, das procuras.

"Beaucoup de mes amis sont venus des nouages, avec la fidelité des oiseaux de passage..." Françoise Hardy também me ensinou a língua do romance. E da perda.

 



quarta-feira, maio 22, 2024

Os dias da (minha) liberdade

 ... como tudo é relativo, a felicidade de ver papoilas é (eu)poder ver o campo. E as pedras. E espreitar alfazemas bravas e cegonhas, de passagem.



Este Alentejo colorido, sempre me agrada e surpreende. Passei neste lugar em 2001, na primeira Bienal da Pedra. Por ali ficaram as estatuetas e estátuas, pela aldeia adiante, uma marca de beleza muito própria. Gostei muito de rever como se conservam.



So long...


quarta-feira, maio 08, 2024

8 de Maio - Dia do Armistício

 

Uma das amigas que conheço "aqui", lembrou que hoje dia 8 de Maio é considerado o Dia do Armistício, como fim da II Guerra Mundial. Nada é demais para comemorar FINS de guerra. Um grande e sentido pesar por estes milhares de vítimas que morreram ontem e morrem hoje, sem futuro para amanhã. Da guerra, da fome, da destruição. Uma loucura negra, hipócrita nas suas razões. Ficam as papoilas, a desejar, a desejar.

 

terça-feira, maio 07, 2024

PPP de Maio - Aldeia (desdobramento)

Nem sempre o que vem à rede é peixe... e quantas vezes não tenho rede, nem água, nem peixe! Acontece que, nas variadas escolhas de temas e fotografias, me aparecem as minhas curiosidades e apetências com "nomes". Aldeias ou vilas, lugares com meia dúzia de casas, ou duas. Acho imensa graça às placas à entrada das povoações perdidas para lá dos montes ermos. Alguns nomes aqui ficam, embora me lembre de mil e uma oportunidades de passagem, recordações que mais tarde me fazem sorrir e, até, procurar que lugar é aquele!





 Das cegonhas que, do alto, conhecem tudo!






Moradas velhas, velhos caminhos.

 

segunda-feira, maio 06, 2024

PPP de Maio - Continente, País e Aldeia

O breve e intenso mês de Abril já passou. Entra-se no mês das rosas e das cerejas, era assim que o lembrava. E avança o nosso desafio PPP, passando pela proposta "Continente", com a minha respectiva interpretação.

África: o mais perto que estive desse enorme continente, cacho de uvas no meu mapa de criança (fotografia de um Atlas de 1959!),

foi olhando para ele do estreito de Gibraltar. A lembrança de um dos 12 trabalhos de Hércules (600 a.C.) que, segundo a lenda, teria de transpor um estreito marítimo: dispondo de pouco tempo, resolveu abrir o caminho com os ombros, entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico. Dessa reminiscência se fala na existência das “Colunas de Hércules”. Assim se junta a mitologia à vontade de viajar e saber detalhes sobre os lugares. Felizmente há inúmeras séries, documentários e filmes sobre África. Relembro os velhinhos: “Casablanca” (1942), “A Rainha Africana” (1951), “As Neves do Kilimanjaro” (1952) e “África Minha” (1985).

"Play it again, Sam"

Vislumbres de mar entre mares



Na semana seguinte, 9 Maio, "Cidade". De algumas que conheço, acabo sempre por voltar a esta...

Rio Tamisa, Londres: a memória das cidades, a memória da água, para mim são uma e outra semelhantes: vão e vem no pensamento, como os rios, as chuvas e as marés. 

Entre o meu jovem coração e o meu coração maduro, sobra-me sempre o "velho" coração da cidade de onde vi e senti o mundo.

 

Dia 16 - Vila/Aldeia

A aldeia de Ferragudo e a baía da Angrinha, nos anos 80. Foi eleita como “vila” em 1999. Nada deste horizonte existe, após novas estradas, imensos aldeamentos a puxar às estrelas e ao “guito”. De tal forma que há 3 ou 4 anos fomos lá vê-la e perdemo-nos no dédalo das novas construções plantadas naqueles montes tão bonitos e calmos. Eu tenho-a nas várias fotografias e na ideia assim, simples aldeia de pescadores, iluminada ao poente.


Os caminhos pela costa adiante eram desertos e poeirentos, espreitando mar e falésias, escolhendo horizontes.

Esta visão foi a que tive - e é que nem me apeteceu tirar mais fotografias - da última vez que se passou na "vila" e vi a embocadura do rio Arade!



sábado, abril 27, 2024

Homenagem: 50 Anos do 25 de Abril

 "Habitávamos o tempo de espera. Felizmente era Primavera e havia flores, céus, ruas de pessoas livres. E cravos da revolução mais bela, em Portugal." 

E a foto que escolhi. Flores do dia numa oliveira especial.

Nesse dia, estava a trabalhar. Nem pensar em faltar... segui os acontecimentos pelos telefonemas e por um rádio de pilhas que levei às escondidas. Houve tumultos na baixa do Porto, muitas pessoas feridas acabaram no hospital. As forças de segurança aqui estavam ainda, como se diz "tem-te não caias" e "a ver em que paravam as modas"!

Amigos vieram do exílio, sentíamos o cheiro doce e envolvente da Liberdade. 

Foi verdade, é verdade para mim, ainda. Mesmo nas distâncias e controvérsias, nos desmandos que se vão vendo, ouvindo e sentindo.

 

 

 

quinta-feira, abril 18, 2024

PPP - As duas últimas semanas de Abril 2024

Lá vêm as restantes semanas de Abril do PPP, que o mês passa num repente! 

O dia 18 era dedicado à "Língua Chinesa":


Admiro o desenho paciente, caracteres de riscos e rabiscos que terão sentido (para eles) e a mim me soltam a imaginação. A escrita e os desenhos. Também gosto muito de comida chinesa. Como tal, trago aqui a foto da pintura numa parede de um restaurante, com as névoas evocativas de longínquas paisagens e algo dessa língua esvoaçante escrito a um canto. Mais foto de capa de um livro que muito aprecio (ir lendo...).

Será coisa antiga, esta tendência para o Oriente e a China: lembro a minha mãe que, quando eu comentava ou reparava em coisas incomuns, me dizia “Não te ponhas com chinesices”. 

Andando pelas lembranças, reparo que são muitas, isto pelas fotografias como estas abaixo; pela casa também, os apontamentos do Oriente estão por todo o lado. Aqui e ali.




Passo ao dia 25 - "Mulheres nas Tecnologias de Informação e Comunicação"

Para mim, que tão tarde entrei nestes caminhos tecnológicos, nada mais parecido que a imagem desta montra: bela, aliciante e, contudo, de sentido impenetrável e sem significado aparente. Vejo o que quero ou imagino ver: perfis de gente parada e a cabeça no ar da internet cheia de sonhos.


(Quem o viveu tanto-tanto, antes e depois, o 25 de Abril de 1974 é um marco histórico da Maior importância!)

Andámos tanto por estradas nunca vistas, escadas rolantes para o desconhecido... ah, havíamos de encontrar o caminho! 

50 anos passados ainda nos é surpresa, a Liberdade.