sábado, março 23, 2019

Uma vez mais, o ano com camélias

Desejado há muito mas só desta vez a possibilidade de.
Geralmente, gosto do que é mais selvagem, de surpresa em qualquer muro ou jardim, e as exposições - a não ser pela colecção extraordinária que conseguem reunir! - não me são apelativas.
Manhã cedo e com sol, mas fria. A caminho de C. de Basto e do que tinha lido sobre a exposição de Camélias que se realiza em Março, aproveitava para ser fora das comemorações e das gentes várias.
Vislumbrava-se já o perfil miniatura do alto castelo.


 Subida a pé, íngreme.

Castelo de Arnoia, séc. X ou XI, Rota do Românico, a vista deslumbrante e longa.



O Monte Farinha, tal qual o conheci, que se irá ver em pormenor. Devo tê-lo, em foto de há 50??? anos, a P/B, debruçada num rio e nevoeiro. As escapadas tão velhas como o meu gosto delas!

Rio Tâmega
As Terras de Basto são antigas, várias e de nomes diferentes, encravadas entre o Minho e Trás-os-Montes, Rota do Românico e do baixo-Tâmega.
Além da paisagem, levavam-me pelos montes acima e abaixo... as camélias.
Nos lugares entre autoestradas e IPs, as curvas são imensas... Todos os dispositivos são ferramentas precárias e erróneas se não nos situarmos no velho mapa, norte/sul.
Douro, Tejo, Guadiana. O sol que se levanta e o que se põe. Somos um país fácil e brando!
Procurando entre campos a Quinta deles, encontrado almoço e camélias. Um lugar rural, simpático e bom, com vista e sossego.








quarta-feira, março 13, 2019

Rasgar (alguns) papéis

... que por cima da mesa do escritório" andam, dá nisto:
Sei lá de onde apontei... creio que foi sobre o Holocausto Memorial Day mas serve para o que quero dizer agora e é muito mais abrangente dada a situação que se vive:
..."did not begin with mass killings. It began with the rhetoric of hate"...

Isto a propósito das notícias vigaristas que nos entram pelos olhos dentro. E ainda por Londres e os ingleses, mais o "deal with no deal".


E Paris au mois d'août que tanto me perturbou.



A pobreza e tudo o mais é lá fora...


A europa, as américas, os eslavos, os russos, as índias, as chinesices.
Li há dias, a propósito da saga tremenda de uma mulher Yazidi, que Erbil ou Arbil é suposto ser o mais antigo lugar habitado, do mundo.
5º milénio antes de Cristo, escrevo por extenso para me convencer e visualizar o número.  Depois de (supostamente) Cristo, temos nós judaico-cristãos dois mil anos.
É como olhar para as estrelas, o infinito.
O Iraque, das guerras que vemos em directo, a Mesopotâmia, terra do leite e do mel.
Torna-se notícia se for bombardeado, se houver um terramoto, se cair um avião.
Não pode ser!
Isto não é a HUMANIDADE.

domingo, março 10, 2019

Sílaba PE

Das propostas, algumas escolhas.
Para a semana passada, a sílaba.
PEcado (gostar daquele lugar no fim do mundo do horizonte...) ou PErigoso?
Para mim, um aPEtecimento mar e mar!

 E depois, os PEristilos



que fui escolhendo à sorte, coisas de antigas viagens e porque os claustros, os pátios, me confortam.
De ideias, sem ter casa mas se a tivesse, é uma das divisões que teria: um pátio interior.

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

Muitos anos

Era Fevereiro, há tanto tempo.
Nunca esquecerei o teu riso, as tuas ternas palavras, o teu "deixa lá" - que nunca deixei. Com o espanto que experimentámos ao ver nascer as flores da terra. Do frio, de repente vigorosas.



Se me repito, não sei. Talvez sim, porque lembrar-me de ti é recorrente.
Minha amiga-querida-companhia.

sábado, janeiro 05, 2019

Dois anos

Aparece, parece, todos os dias a penso.
700 e tal dias de criança. Olhos despertos. Viva e atenta.
A borboleta, a lua, a gaivota remota, o peixinho, as folhas. O que me (re)invento.
O horizonte que (lhe) antevejo tem tantas gradações de luz e sombra que não o reconheço.


Que serra, que mar, que distância poderemos percorrer contigo, S.?

Do Porto, com amor.

quarta-feira, dezembro 19, 2018

Azul (outro)

Insistindo no "azul" com anjos e dourados, como é próprio da época.
Sirvo-me de tempo muito antigo:
"The Wilton Diptych", de anónimo do séc. XIV, na National Gallery, Londres.

As pessoas de quem gosto, todo o ano têm a minha atenção e bons desejos.

Nunca fui de grandes crenças nem festas de Natal mas também nunca lhes fechei os olhos. É cada vez mais impossível fugir à girândola consumista.
Procuro por-me de lado, tanto quanto posso, excepto pelo simbolismo que tem para as crianças.
pela magia com que nos obrigam a olhar as coisas
O mundo está cheio de esperanças para elas mas será trabalho dos pais irem-nas semeando. Preenchendo.
Sinto como dever e desejo, nesta minha idade avançada na idade, confirmar a persistência na luta por uma sociedade mais justa, para que elas vivam em harmonia.


quarta-feira, dezembro 05, 2018

Azul

Liras.
Irias, foste, não sabes se voltas. Há subir e há descer, círculos, borboletas. Lembranças de um lugar, sempre presente.
(estava este lugar tão esquecido: que andando, vou perto!)
Desejo-me que "presente" seja na beleza da memória.
Coisas soltas.




quarta-feira, novembro 07, 2018

Janelas das Japoneiras

Isto de andar a saltar, do caco para o caquinho, das contas de e-mail antigas e modernas, dos blogues aqui e ali, dá uma trabalheira. Os escritos surgem-me, ora "soltando coisas soltas", ora num "click" entre a imagem em pensar repentino, ora no bettips, onde comecei escritos e sensações, mais passíveis de revelar/não revelando. Não tendo jardim, são também os meus canteiros, e o papel existe já por demais, em todos os cantos. Um dia destes, arrumei um caderno de apontamentos 2013/2018; e passar por todas aquelas anotações de 5 anos é como viajar no tempo. Secretariando e resumindo: contudo não posso passar sem papel!
O PPP com a sílaba "JA", deu-me a oportunidade de rever as Japoneiras/camélias, quase ainda antes de desabrocharem.
Ou estarão perto de? Sim, algumas começam a dar flor já, nos primeiros frios.

Neste caso Ja-poneiras com ja-nelas!

ou ja-nelas com ja-poneiras

ou a ja-nela da abelha
mais as japoneiras/minhas queridas camélias de colecção








como um jornal de parede


O género Camellia L. é dedicado à memória de Georg Joseph Kámel (1661‑1706), um jesuíta da Moravia, botânico e zoólogo, que viajou pela Ásia no século XVII e a trouxe para a Europa (informação retirada de uma notícia de Serralves).
E ainda, escolhido por estar na sílaba: um gato à Ja-nela!

Ou as Ja-nelas dos livros, tantos que se esperam e que se abrem como janelas, lugares de olhar, paisagens de letras e emoções
...coisas soltas no fio invisível que se traz no coração, pedalando em vôo pelo sonho.