domingo, dezembro 13, 2009

Por lembrar-olhar






Tem a ver com Paris mas não, não porque a cidade, o ir, viajar ... etc etc.
(há Paris dos anos 60/70, sonhos e realidades passadas; depois, e mais tarde, foi só a confirmação das "luzes" europeias, o cinza azulado dos telhados e o vagar de ver)

A MF., uma das amigas do PPP, mostrou-nos há tempos - e como "Ornamentação" pode ser diferente! - o tecto das Galerias Lafayette, uma fotografia belíssima no pormenor dos seus ferros e curvas.
E eu lembrei-me - quando ando(ava) só pelas cidades e me perdia. E tiro fotografias a esmo. E é proibido e eu não reparei (e peço muita desculpa, que no British Museum tal e tal, que no Louvre também ... ah mas isso era há que tempos, antes das câmaras e dos medos engatilhados nas gentes).
Apeteceu-me recordar.
"Voilà
je regarde les autres
Pourtant je ne leur trouve rien
C'est comme ça..." - como Françoise Hardy cantava em 67!

22 comentários:

jrd disse...

Des bonnes memoires.
Amitiés

Maria disse...

E apeteceu-te muito bem.
Voilà!

Arabica disse...

Sempre os céus, altos tectos improváveis cupulas que num esgar nos agarram...
Também tenho o hábito de me esquecer que é proibido fotografar.
Tanto, tanto, que às vezes parece que vivo numa branca constante.
A terra de ninguém, aqui tão perto no Chipre, Famagusta de seu nome. Depois, mais dentro NIcósia, a cidade dividida por arames farpados.
Que se há de fazer era assim uma amnésia que dava às pessoas, ou uma ignorância tal de língua estrangeira que não havia tradução para no photos. Caracteres esquisitos. Quem os poderia traduzir?

Mas os armazéns são lindos...
Dourados e sofisticados...
Lá fora, as brumas dos telhados.
Os cinzentos do frio e de muitos rostos.

Um abraço, EliEli.

mena m. disse...

Obrigada Betty, és uma querida!

Beijinho

Maria disse...

Um abraço forte pelo post acima. Como me identifico com ele...

Licínia Quitério disse...

Um olhar -o teu- sobre uma cidade que perpassa os nossos sonhos de juventude. O que se fixa na película ou o que se revela no digital fica sempre aquém do que se guarda no coração. Mas insistimos e clicamos sempre, tentando aprisionar memórias. E tu que o fazes tão bem...

Beijo.

Alien8 disse...

Ah, a Françoise Hardy... :)

Que belos tectos e que belos votos, que não posso comentar no local próprio.

Mas deixo-te os mesmos, ou semelhantes, e o meu abraço.

Era uma vez um Girassol disse...

Querida Bettips, quis comentar no post seguinte, mas não deu...
Daqui, de longe, te mando um xi-coração apertado, principalmente por teres continuado a ser uma das presenças do coração no girassol, agora tão caladinho por falta de tempo.
Querida gémea, olha as luzes, as crianças, os seus sorrisos, é o que conta!
Agora tenho tempo, estarei mais perto.
Beijinhos da flor

Filomena Barata disse...

Também te queria deixar um comentário no seguinte: sei que vai passar, sim. É um dia apenas.
Por isso tenho acendido velas todos os dias. Agora estes. Para que o outro seja só um!!!!

M. disse...

A minha cidade favorita...

tulipa disse...

Que o Natal,
em lugar de ser apenas uma data,
seja um estado de espírito
a nos orientar a vida, permanentemente.
Os meus votos para ti e familiares de que este Natal traga alegria, paz e muita felicidade para todos os dias do Ano Novo.
Beijinhos

NOTA: este ano, nos meus 2 blogues, apresento 2 árvores de Natal (pinheiros) bem originais.
Convido-te a ornamentá-los com aquilo que achares que lá fica bem...pode ser bolinhas, fitinhas, palavrinhas e até pensamentos.

Arabica disse...

Querida Bettips, ou EliEli, como gosto de chamar-te, assim, quando o tempo me liberta as mãos e as palavras se soltam como purpurinas ao vento...desejo que a criança venha rápido para te desassossegar o traço das estrelas, te inquietar na noite quieta com os balidos das ovelhas imaginárias de um presépio que representamos quando abrimos as portas de casa aos nossos, aos que pelo lado do afecto, ganham esse nome. Figurinhas nas estradas de musgo, lagos de cisnes espelhados nos nossos olhos.
Às vezes pergunto-me em que ano se perdeu a magia do natal. Em que era a televisão e o consumismo ganharam ao nosso estar bem com os outros pelos outros.
Já tive Natais de televisão.
Não gostei. Passei as noites em frente à televisão com a nostalgia dos que entretanto tinham partido, olhos enevoados de lágrimas com saudades dos que, tendo feito parte dos meus natais da infancia, agora estavam tão distantes.
Cresceram as miúdas feitas mulheres, de novo familia alargada, felizmente e sem espaço para televisão!
O ano passado, fiquei na sala, com as duas matriarcas, a minha mãe e a avó do meu genro. Falavam de fados e eu, doida como sou, pus-me a cantar e a desafia-las a cantar.
Cantaram até à meia noite. Desafiaram a memória entrecortada com as vozes gastas de 80 e tal anos de vida. Não me arrependo. A avó do meu neto, hoje em dia não conhece ninguém. Ainda penso: será que um fado a acordará?

Natal a Natal, vão mudando as circunstâncias, os presentes fisicamente ou de memória.
Que não mude nunca o espirito de amor fraternal e de paz, que trazemos em nós o ano inteiro.

Um abraço para ti e para os teus, com votos desse Natal por dentro do outro visivel.

Ruela disse...

Boas Festas!

Abraço.

APC disse...

Eu colhi de cima. E sim, acredito que na Bettips todo o ano está impregnado do espírito de bondade, acutilância, atenção e solidariedade. Boas festas, querida amiga.

tinta permanente disse...

Um Natal repousado numa toalha de Paz, uma luz de esperança para todos os anseios no novo ano. Assim to desejo.
Com amizade,

tintapermanente

Patudos disse...

Os meus votos são : Paz e Luz no teu coração , e que o ser humano coloque a mão nas consciência e tente mudar um pouco para ser melhor em todos os sentidos
Bjos Natalinos
Ana Paula

Maria P. disse...

Um Feliz Natal,todos os dias...


Beijinho*

Teresa Durães disse...

Boas festas para ti!

TONTURA RURAL MUSICA EXPERIMENTAL E POESIA LUCIA disse...

votamos no klimt. saude!

legivel disse...

... não, não tem a ver com Paris. "... o que mais gostava era de ir ao musgo."
Ah! que de tempo, no tempo, somos nós, mais as nossas memórias (como esta) tão desgarradas no tempo mas tão memórias.
Tem um óptimo dia (igual a tantos outros no calendário, mas que - por imperativos diversos - é aquele em que algumas almas distraidas (?!) se lembram de dissertar sobre solidariedade. Como diria o outro: "valha-los a coisinha do menino jesus."

Beijinhos.

Filoxera disse...

Espero que tenhas tido um Natal feliz.
E que 2010 te traga o que de melhor a vida pode proporcionar: saúde, paz, amor, sucessos.
Beijos.

Meg disse...

Querida Bettips,

VOTOS DE BOA VONTADE, para ti... com muita emoção e carinho

Beijinho