Desde que ouvi falar dela e tive o prazer de a visitar. Lugar improvável neste Algarve de muita construção, só mesmo gente especial se daria ao trabalho de defender e preservar aquele espaço abençoado. Há meses, precisamente em 3 de Julho, li que no afã de "limpar" os terrenos, tinham limpo uma parte importante do espaço considerado "reserva natural da Ria Formosa". Quem foi, quem não foi, que ordem, de quem...? de instituto para instituição, ficam as perguntas no ar. Tudo fica assim, esquecido, violentado, e as árvores autóctones, o jardim com a flora silvestre que ali existia, foi (quase?) completamente arrasado.
Como o vi, agora:
Não tenho tempo aqui, para procurar fotografias antigas que tenho a certeza de ter, deste mesmo local. De memória as lembrei.
Além do que se vai sabendo e do afluxo turístico - que tanto desenvolve como degrada - , Cacela Velha e as suas histórias de encantar, encadeadas no tempo tão antigo, exerce em mim um fascínio que sinto "alto". Aqui a deixo, ilustrada este ano, com os meus olhos surpresos, também com a notícia que tinha lido das escavações que ali se vão fazendo, e de mouros e cristãos soterrados no tempo.
Quando a vislumbro no caminho, modesta na paisagem da terra, orgulhosa em frente à ria,
tudo me serve para a "decorar" em imagens que me alimentam o Inverno do Norte!
E, podendo ou estando aberto o lugar "das ostras", de banco corrido e preços a subir, sendo "pitoresco", ali se pára e pensa como as pequenas coisas simples da vida são tão "fermosas e não seguras"!
Para acabar com as simples ervas e flores do caminho, numa lembrança de férias em AR e MAR
Ah...belo lugar onde se me aportou a alma, estes anos!