Fica a lembrança da 25ª edição da exposição deste ano. Se prefiro vê-las pelos jardins - e quanto mais ao natural, melhor! - aprecio os contrastes e as espécies que se desenrolam perante os olhos. Nos jardins há também todo um caminho de pétalas que gosto de percorrer.
Das exposições ficam as cabeças coloridas que dizem "olhem para mim que sou tão bonita e diferente!", "Chamo-me ... e venho de tão longe...!"
Estas são as mais expressivas, as outras solto-as em outro espaço meu.
Nestes dias de medos e más notícias, fujo deliberadamente para elas.
Por esta margem, por este rio acima e abaixo
À espera de mais um bar, um hipermercado, um "qualquer coisa" para entreter e ganhar...
E num inesperado ângulo, uma varanda, uma laranjeira acesa, acena.
As flores são caminhos de luz: acho perfeita a ideia.
Sem palavras. São todas diferentes.
Lendo-lhes os nomes e quem as cultiva, aprendo mais sobre esta forma de ver, de reproduzir, de coleccionar. Da história que liga estas árvores ao solo e à cidade, há mais de 400 anos.