Antes, muito antes, tinha sempre calor em Lisboa. Comparativamente à cidade húmida e mais escura onde vivo todo o ano. Lembro-me de termos passado o Natal com amigos além do Tejo e, no dia 25, termos assado frangos num pinhal, com as crianças delirantes pelo sol e liberdade.
Já tenho pensado se não se teria virado o mapa ao contrário!
Lisboa então, (quase) caseira, com "algumas abertas" se dizia no passado
(neblinas ou nevoeiro matinal a norte do Cabo Carvoeiro...)
Houve tempo para ver e desenhar um arco-íris!
E ir, junto ao rio largo de riscas verdes
Apreciando os dourados da capital
A divertida quentura do ninho
E na volta, já o sol se sentia na estrada, deslizando na sua ironia às avessas, para Norte.
José Mário Branco que encontrámos antes de Abril 74:
mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
em margens de certa maneira.
Tantas travessias, cerca de 80 mal medidas, desde 2007.