
Pela veneração que tenho pelas árvores, todas as árvores.
Que haveriam de ter o seu espaço.
Ao ler o artigo de Susana Neves na revista Tempo Livre - a propósito de mais um corte higiénico no Jardim do Príncipe Real -, recordei-me da "acácia do Jorge" (filho de Camilo Castelo Branco) e uma visita que fiz a S. Miguel de Seide.
Uma Casa-Museu onde se sente a presença viva de quem a habitou: Camilo Castelo Branco e sua mulher Ana Plácido.
A vida aventurosa (e desventurada) desta relação é conhecida. Mas o que é original é uma das vivências de Ana Plácido no contexto da vida do escritor: diz-se que se sentava, com o seu charuto, por trás duma janela ou num banco de pedra do quintal, falando com a gente da aldeia que por ali passava.
De tantas histórias e enredos que ali ouviu contar, muito ficou escrito/descrito nas obras de Camilo.
A árvore sobrevivente ainda lá está, ao lado da escada de acesso à porta principal: a Robínia, a "acácia do Jorge".
Estranhamente, ao ir ver alguns apontamentos dessa minha visita, dei com os olhos na data de nascimento de Camilo, em Lisboa: 16 de Março de 1825, ou seja, há precisamente 185 anos!
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terça-feira, março 16, 2010
Robínia e amores
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Março 2010 Casa de Camilo
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