sábado, agosto 29, 2009

Este Lugar Colorido

Sopa de pedra:
eu que tanto gosto delas, as pedras!
E sopas.


Alimento de corpo para satisfação da alma!

"Para nascer, Portugal:
para morrer, o mundo"
Padre António Vieira (painel de azulejos comemorativo dos 400 anos do seu nascimento, junto ao local onde nasceu)


Andar no apressado cinzento
ou parar só, olhando


Atentos aos sinais, às paredes, às janelas e portas,
ao respirar delas.


Atentos aos tons laranja
à terra azul
vestida de todas as cores.





Para WOLKENGEDANKEN

Este é um lugar de cultivo.
E como falaste nos tons "Laranja", planto aqui o que pensei e me sugeriste pensar.

Como que se aprende, ou lembra, andando por aqui em pontes.
Em pontas.

Deslaçadas que são as convivências comuns.
(porque o dia a dia afoga o que é simples? a troca de ideias?
a cortesia? a empatia?)

Ano antigo



..." o viajante apenas vai formulando ideias que nascem do que vê,
e isso é o que fazem todos
se andarem com atenção a si próprios."

José Saramago em "Viagem a Portugal"

terça-feira, agosto 18, 2009

"Louisiana on my mind"










Organizar sentimentos felizes. Entre flores ou risos.

Com todas as faces na alegria dum dia perfeito.

A perfeição que nos transmitiram e nos fez Bem!

Verde






...que te quero Verde.
Esperança em contos de fadas e histórias com final feliz.

Assim deve ser uma festa de juntar/casar.
Velas de luz ardendo em tempo real, para todos.

Pés na terra


Caminho só de pétalas.

Seja a Vida um Sol.





A Festa.

Com os pés bem assentes na margem do Douro de tantos passados comuns.

domingo, agosto 09, 2009

Terra II








(o PPP leva-me pela mão! a palavra era "Terra"...)

Foi desta forma que o mapa se começou a fazer no meu espírito, um vivo mapa: de ruas, ilhas, colorações, formas.
E nunca mais deixei de gostar de ver o Planisphério ao vivo, lá de cima.
Em tantas, ou algumas, viagens que fiz de avião, o que mais me interessa são as formas das nuvens, o caminho dos rios, o profundo dos mares, quase tocar as montanhas, a neve, as estradas, os rectângulos de terra, as casinhas de brincar - Lilliput - o espantoso da paisagem recortada.
Pois... se se vir uma pessoínha inquieta com a máquina flash flash ...
sou eu,
a completar o meu mapa infantil.

Terra I










Aprendi a Terra - plana e imensa.
Essa foi sempre a "terra" que eu amei, a plana, a imensa.
A passível de abraçar, abarcar.

As lágrimas não me deixaram ver o chão que uma vez abandonei: era fim do dia, recordo a luz dum Agosto qualquer, o sol encandeava o pequeno lugar do avião onde.
Mas lembro-me, ao aproximar e sobrevoar Londres - a cidade dos meus amores - dum esplendor vermelho no céu e muitas, muitas luzes por baixo: as estrelas tinham-se mudado!

Essa ingenuidade dos vinte anos: de ter julgado o céu na terra.

sábado, agosto 08, 2009

Terra










Na verdade, um diálogo que mantenho desde muito pequena.
Havia um Planisphério lá pelas paredes de caliça velha, na casa - faltava muita coisa mas estava ali o Mundo à mão, da pequenita.
Aqueles nomes de sonho Kamchatka Nilo Gronelândia Sidney Terra do Fogo Veneza S. Francisco Alaska Volga Sahara - tantos sinais, uma cabeça de coelho, uma mancha de tinta, uma fita solta no cabelo, um dedo apontado, uma meia lua, um osso, um cacho de uvas.
Assim, sabia de cor (e salteado) entre os 2 ou 3 anos, todas as bandeiras do Mundo - dizem-me!
E eu, sem fechar os olhos, vejo-as alinhadas em símbolos antigos, cores.
Lembro-me de gostar da Turquia e do Canadá. A estrela, o crescente, a folha.
Seria já a memória fotográfica desta máquina interior que recria motivos vivos, sons, paisagens, cores, com uma exactidão - tantas vezes exasperante para poder viver neste mundo vário?