segunda-feira, outubro 22, 2007

Um Convite de Letras Pensadas






(imagens de um ex-alferes miliciano)

Um amigo das palavras e da música, do programa "Questões de Moral" na Antena 2, do qual sou incondicional ouvinte.
Também das letras, após o seu livro "Balada para Sérgio Varella Cid".
Recebo um convite de Joel Costa que aqui vos deixo, com gosto, sabendo e apreciando o teor. Do autor.

Lançamento do livro "O Assassino de Salazar" de Joel Costa
3ª feira, 30 de Outubro 2007, às 18.30, na Livraria Bertrand do Chiado (Casa das Letras), em Lisboa, com a apresentação pelo jornalista Adelino Gomes.

As palavras de J. Costa:

"O Assassino é um romance estranho. Ao contrário do que a publicidade e o marketing da capa dá a entender, não é o Salazar a figura principal, pelo menos em termos de accção. O real protagonista é o assassino, um tipo banal, normal, simpático, obsessivo, algo complexado, pequeno-burguês e ex-alferes miliciano que, pela sua acção heróica no ultramar, se vê metido em intrigas extraordinárias. Não é um branqueamento de nada. É uma história. Só.
E eu penso como o Hitchcock: o que interessa ao espectador (leitor) pode ser uma pessoa de vida comum subitamente envolvida....com gente e acções que lhe escapam ao controle e à soberania pessoal."

Em época de que se "vai falando", as fotografias no lugar do tempo bastardo, algures na Guiné, ano 1966.

38 comentários:

Isabel disse...

Incrivel como as vidas, as nossas vidas se cruzam.
Estive hoje à hora de almoço na livraria do Corte Inglês a ouvir falar sobre esse livro, uma das empregadas da area de literatura com quem custumo falar sobre livros aconselhou-me esse.
Estava a falar do livro de um amigo teu, incrivel!
Vou adorar tenho a certeza, penso como o teu amigo, interessa-me a vida dos seres comuns é nos seres cumuns capazes de se tornarem extraordinários que vou beber o mel e o fel da vida.

vinha dizer-te que usei uma fotografia tua no meu último post.
Falei do homem das laranjas como te tinha prometido e coloquei uma fotografia de uma laranjeira que um dia me ofereceste.
Que fotografia melhor?
Que fotografo melhor que tu minha querida?
Espero que não te importes.
Acho até que vais gostar.

Obrigada por tudo, por todos os teus cruzares na minha estrada.

Isabel

Isabel disse...

A laranjeira afinal é um limoeiro.
Para mim são laranjas!
Sempre foram!
Adorei-as como laranjas continuam laranjas pronto!
Pode ser B?

Maria disse...

Por incrível que te pareça, estive na quinta feira com este livro na mão. Dei uma olhadela, mas fico com "urticária" só com o nome do outro.
Coloquei-o na prateleira. Talvez volte lá, pegue nele outra vez e, quem sabe..... o traga.
Não prometo porque, como te disse, a alergia é enorme...
Mas fiquei curiosa.
Trouxe 2 livros, em vez de: O meu nome é legião, de António Lobo Antunes (que recomendo vivamente) e Canário, de Rodrigo Guedes de Carvalho, que vou ler a seguir....
E trouxe música, o último CD do Júlio Pereira, e um DVD dos Gato Fedorento.....

Um beijo, Bettips

paper-life disse...

A seriedade de quem apresenta o livro dá-me alguma garantia. Mas temo sempre que se esqueça a história real da sinistra figura daquele de quem não digo o nome.
Vamos a ver. Obrigada pela divulgação, de qq jeito. :)

Bom dia

addiragram disse...

Podermos trocar informação é também uma das vantagens destes lugares!

Meg disse...

Como gostei da última frase do teu post...Em época de que se "vai falando", as fotografias do tempo bastardo". É isso mesmo.
E não vou deixar de tentar encontrar "O Assassino de Salazar".
do Joel Costa.
Beijinhos para ti

PostScriptum disse...

Uma sugestão interessantissima, Bet. África com pano de fundo, essa terra mãe de todos.
Abraços

M. disse...

Estas fotografias têm a beleza do silêncio.

Vladimir disse...

Vou estar presente, porque gosto de estudar este período da história de Portugal...

Enquanto esperava no restaurante o pensamento do Vladimir da Lapa voou, veja até onde….

jlf disse...

Eu diria em época de que sempre se tem vindo falando. (Oficialmente, não, óbvio. "Politicamente correcto"...

As imagens... Ora, como tantas, igualmente amarelecidas, que me passaram pelas mãos!

As palavras?

Creio que entendi.

Terroristas. Heróis.
Tenazes obreiros de autonomia. Assassinos.

despertando disse...

Hje vim aqui num saltinho para te convidar a ires ao meu cantinho.
Beijinho grande

despertando disse...

Sabes que na minha família "troçam" de mim por me sentir fascinada com pedras?
Sítio onde haja pedras, eu estou lá.
"Ai pedras para que vos quero"?
ahah, nós até lhes davamos uso.
Nem que fosse para construir uma estrada para num ponto qualquer nos sentar-mos em amena cavaqueira.
Beijo grande amiga.

mac disse...

Já se começa a falar desses tempos...já é altura de tirar os esqueletos do armário, e de curar os traumas...

butterfly disse...

Já ando com o olho nesse livro. O ex alferes miliciano despertou-me a curiosidade.
Achei as fotografias muito interessantes.
Bj

Teresa Durães disse...

hoje só a desejar um beijo. mais tarde, lerei melhor

Era uma vez um Girassol disse...

Querida Bettips, aqui estou para te ler, escutar as tuas dicas.
África colonial, como lhe chamam, está em destaque. Estou a acompanhar a série de Joaquim Furtado com muito interesse.
Tudo podia ser diferente, se se tivessem escolhido na época outras opções.
E todos tinham ganho.
Beijinhos

Entre linhas... disse...

Ler obras como a especificade é relembrar a história do povo português.
Bjs Zita

jawaa disse...

Obrigada pela dica, afinal uma das funções que me parece ter um blog é precisamente a divulgação do que se lê, vê, escreve, questões de educação e civismo, afinal.
Ainda bem que cada vez mais se vai publicando alguma coisa sobre a guerra colonial. Já não era sem tempo que se olhasse com frieza e objectividade para algo que apenas ACONTECEU. Quanto mais se escrever, melhor para se fazer a História.

Sophiamar disse...

Um livro que não deixarei de comprar. Porque esse tempo me arrepiou, me traz um nó à garganta e uma dor no peito, jamais pode ser esquecido porque não pode voltar a existir.

Beijinhos

della-porther disse...

Bettips


vim agradecer-lhe a visita e deixar um enorme beijo.
seja sempre bem vinda ao meu Cidade.

della

Cordda disse...

Bettips

gostei do seu lugar.
voltaremos a nos ver.


cordda

Metamorfose disse...

São as pessoas comuns que fazem a história, aquelas que eu admiro e muito, não vou poder estar, mas vou tentar adquirir o livro para o ler, fiquei curiosa.

Beijo.

Teresa David disse...

Ainda bem que aqui vim, pois vou na certa á Bertrand assistir ao lançamento.
Adorei as fotos em sépia, cor que nos remete para recordações já de tempos passados.
Obrigada, querida amiga, por seres sempre a minha primeira visitante e além disso me afagares sempre com palavras que sei serem sentidas.
Um beijo ternurento (como é virtual, consigo!!!!)
TD

vida de vidro disse...

Já andei a espreitar o livro e acabei por não o comprar. Mas agora aguçaste-me o apetite. :)**

Perdido disse...

As imagens parecem-me de África, onde também fui alferes miliciano, onde deixei a minha alma na precipitação do regresso.
Olho no livro: vou comprar, vou ler, vou aconselhar.
Apresentação, não: é um acontecimento social, medo, muita gente, medo, solidão no meio das gentes. Vou para a minha ilha.
As fotografias parecem-me de África, não de um lugar qualquer, como Guiné, Angola, Moçambique, mas de África. Comovem-me dolorosamente. Tanta dor torna insuportável viver.
Agradeço a tua incursão no meu sítio. Aquilo da ilha não é nada. Uma ilha não é nada, não serve para nada num mundo que colapsa. Há os outros, mas os outros metem medo. Abro os jornais e vejo-me nas notícias, vejo-me nos outros. Tenho medo de mim.
Desculpa o humor. Tive sonhos premonitórios. Hoje não há sol. Está tudo sombrio.

herético disse...

(re)conheço-me nessas fotos. ainda doem. por vezes!...

o livro? logo se vê...

viajante disse...

Um convite para as outras sombras..

segurademim disse...

... quem sabe

talvez compareça para te dar um beijo e um abraço

bom fim-de-semana

mena disse...

bettips,

Hoje sábado morno vim espreitar-te. Curiosa coincidência, encontrei fotografias da África que não sendo a minha (nasci numa África mais continental, tem de pano de fundo humido que reconheço.
Obrigada por me teres visitado um dia e pelas tuas palavras. Voltarei, prometo.

Vladimir disse...

Qual é a sua opinião sobre a desconfiança?

legivel disse...

... dificilmente poderei lá dar um salto nesse dia a essa hora, e tenho pena, pois ouvir o Adelino Gomes é sempre um prazer e quem sabe se o livro de Joel Costa não será uma agradável surpresa... e ainda por cima, sou "cliente" assíduo da Bertrand...


abraço e óptimo domingo!

hfm disse...

Como as fotos nos podem juntar em palavras, em momentos. Obrigada pela divulgação.

Maria P. disse...

As imagens dizem tanto, nem sempre as palavras são necessárias.

Beijinho*

Licínia Quitério disse...

Fico curiosa por este teu aviso. É um tempo longe-perto que me diz muitíssimo. Gostaria de saber como foi de facto esse inferno. Se é que há palavras que o digam.

Um grande abraço, Amiga.

Klatuu o embuçado disse...

Adorei as fotos! São dignas de Arquivo.

C Valente disse...

Bonitas imagens
saudações amigas

Perdido disse...

Comprei o livro e estou a lê-lo.

nnannarella disse...

E eu também penso com(o) Hitchcock, como(a) Patricia Higsmith e, antes deles e outros, com(o) Dostoievski.
Do imponderável.