quinta-feira, novembro 07, 2013

Tempo difícil

... além de inquieto, como o sentia em Outubro.
Tenho andado um bocado retirada "dos palcos" espaciais, dos amigos.
Vou coleccionando "as minhas coisas soltas" com lembranças de férias e das pessoas que me vão desaparecendo.
A política actual é vergonhosa e ruinosa. Sinto uma dor, uma raiva: na verdade, sempre e activamente fui/sou contra ela. Atingem-me "os mercados", seja lá isso o que seja e o que me parece. Atingem-nos o direito ao presente e esmagam-nos o futuro. Na reforma, no aluguer, na luz, na saúde, na alface.

Não há claridade suficiente.

Não há medida que possa medir o vazio.

Nem música para os meus ouvidos.

Viver uma vida simples não é simples.
Tomara que os nossos medíocres tecnocratas/burocratas, a criadagem europeia, se sumissem por uma vez. E deixassem de nos amedrontar,
enquanto se amanham nas viagens e nos benefícios que vão acumulando.
A minha Vó dizia assim: que se amanhavam todos aqueles que viviam de habilidades para enganar os outros.

6 comentários:

jrd disse...

Quem nos dera a sabedoria dos anciãos.
Certamente que os tempos seriam outros.

Abraço

lino disse...

Estamos entregues a uma bicharada delinquente!
Beijinho

Anónimo disse...

E quando me sinto em quase completo desatino, venho flutuar por aqui, rever... reler... reviver... saber de amigos para sempre,como tu.
Não conta a distância nem a ausência de palavras. O silêncio está cheio de memórias que nos enchem a alma e os sentidos.
Gostei tanto de te encontrar presente aqui, agora!
Beijooooooooooooo da Meg

heretico disse...

"amanham-se" sem dúvida! com artes de "manholas"...

Justine disse...

Sempre se amanharam alguns, de um modo mais ou menos camuflado, hipócrita. Agora não, fazem-no de forma criminosa, às claras, sem vergonha e, na maioria dos casos, impunemente...
Tempos duros estes que nos couberam, minha amiga, numa altura da nossa vida em que merecíamos alguma serenidade!

Lizzie disse...

Tempos de pornografia política. Já só resta esta palavra: pornografia.

São como espantalhos da alegria, da civilização, da cultura.

Nem sequer conseguem ter vergonha porque não lhes ensinaram a sensibilidade de a ter.

Valha-nos a nós tudo aquilo que aprendemos. Se calhar, sempre é um refúgio. Ou uma clandestinidade. Já faltou mais para o ser.

Beijinhos