

Pensar ainda na minha pintura preferida.
Um dia farei um quadro com os tecidos-trapos que não couberam nas fotografias.
Um dia escrevo o livro.
Um dia solto o grito.
Há mais uma caixa com eles, os recortes de tecido: estes são dum tempo de "criança em casa", com florzinhas e retalhos do passado, lençóis, vestidos.
E não sei porquê, procurei as minhas miniaturas: as que me disseram "não vejas, não ouças, não fales". Conselhos que não sendo por doenças, custam imenso a seguir. No entanto, guardo os sentidos por vezes: em prateleiras imaginárias com imaginárias pessoas.
Tenho as respostas e as perguntas na cabeça, por mais que os macaquinhos acenem das prateleiras do tempo. Pena não ter um sótão!
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quinta-feira, setembro 11, 2008
Das prateleiras
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Retalhos
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