sábado, outubro 19, 2013

Tempo inquieto




De hoje, um olhar, para tudo isto que nos consome.

"Em Outubro sê prudente: guarda pão, guarda semente"
 
(Provérbio da Agenda Cultural da Câmara Municipal de Serpa)

sexta-feira, outubro 11, 2013

Feira - Centro Comercial ao ar livre





Tachos panelas potes alambiques
(o que estás a fazer? Colheres de pau para vender!)
Relógios very nice -  limas para arestas que nem nos passa pela cabeça existirem. Entre pessoas, governantes e afins.





Budas grandes e pequenos para escapar à inflação e infelicidade.


Pantufas para andar de surpresa em surpresa made em Portugal.
Bolinhos em juros  escandalosos de mercado
para adoçar o amargo de boca desta desgovernação desgovernada.


E tudo o mais que não entra nas estatísticas da economia daquelas "mentes brilhantes", pano de fundo e de fumo de todos os noticiários.



E, ó satisfação, um galo de Barcelos empoleirado num cravo entre balões coloridos.
Haja ESPERANÇA!


quarta-feira, setembro 25, 2013

Para quem (me)gosta













Para que se goze, olhando,
o bom e o belo que temos e somos,
para além dos mesquinhos comícios comerciantes que nos desfilam e enganam.
Porque a obra fica. Esquecem-se estes pequenos candidatos "de mentiras" que a vida passa.
Como por esta oliveira conservada, com mil anos a olhar a dança dos séculos. E viva.

(Herdade do Esporão, num dia deslumbrante)


quinta-feira, setembro 19, 2013

Sabores da terra e espaços

Cebolinho
Manjericão

Flores dos muros
e o azul com aves ao longe.
Esta terra tão grande e linda que somos!
Apesar das eleições e gente cegada, sem olhos para ver; cega e salgada; e na cégada complicada que isto é.
No pensar de discernir.




domingo, setembro 15, 2013

Vidas II









E debruço-me sobre - ainda e sempre - o falar das pedras, porque quem me conhece saberá lê-las.
Às mensagens dos meus sentimentos.
Repartir.

terça-feira, setembro 10, 2013

Vidas

Aqui postas em música que redobram nos meus ouvidos.



Hard days' night.
Ma vie.
The house of the rising sun.
As músicas e as letras (con)tinham as nossas. Vidas.

sábado, setembro 07, 2013

A comoção das coisas inúteis



... que se conhecem há tantos anos!
Comunica-se ao olhar: afinal são estas as recordações que me estão vivas: a cómoda de gavetas de segredo - os poucos "ouros", cartas do avô Antero do outro século escritas a verde, os lencinhos, os sabonetes Patti, um frasco de perfume "Madeiras do Oriente", as meias de vidro - e o único guarda-vestidos: das coisas que amo, nada de importância: de importância, só o que amo.

Restos/rastos de memórias. No guarda-vestidos de vidros verdes da minha avó, um gavetão, pesadíssimo para a minha pouca idade: tinha dentro uma boneca "de Espanha", maior que eu, nunca para brincar, as coisinhas cor de rosa do baptizado, de seda e acolchoadas, oferecidas pela madrinha rica, uma bolsinha de contas verdes e roxas, aro de tartaruga; em cima (e eu de banco sobre um banco, esticada), postais da Grande Guerra, uma escrivaninha portátil pequena, com tinteiros e porta curva de correr, pó e embrulhos-embrulhados de passado.
Nada tinha valor: e tudo era valorizado porque exíguo: o lugar, os pertences, as recordações.

 Vou-me agora à procura de fontes.


Que há uma casa só minha que trago comigo, em forma e som de coração,


tal qual Vitrúvio a teria escolhido.

quarta-feira, agosto 21, 2013

A casa como-vida


"Temos para com os campos a obrigação de que as nossas casas não sejam inferiores ao terreno virgem que elas substituíram. Devemos aos vermes e às árvores que os edifícios com que os cobrimos se ergam como promessas das mais elevadas e das mais inteligentes formas de felicidade."

(respigado da "Visão" de 8.8.13 sobre o livro de Alain de Botton "A Arquitectura da Felicidade")

Sempre sonhei com uma casa de estar: cave para as memórias, ao rés-do-chão a vida em comum, lugar com terra e árvores para pousar pés, e dobrar as costas às ervas e às flores, cozinha grande para ler e conversar e receber - e também comer -, uma mansarda para os sonhos, virada ao mar. E, sendo  este o meu país, de frente para as tardes do pôr do sol, o nascente a amanhecer nos quartos.
Acho, de mim para mim, que seria uma das formas da felicidade.
Assim me (a)pareceu este encadear de foto/pensamento com o pasmo desta construção.

terça-feira, agosto 06, 2013

Imenso


Que fazer com isto tudo, à volta e em volta?

Muito penso, muito olho, tanto sinto, pouco digo e faço. 
Cresce-me a revolta como nunca (a onda da Nazaré, dizem? Será mais um maremoto surdo).

Mas que beleza, tão refúgio, a da paisagem que se sonha!

domingo, julho 21, 2013

Lesmas do mar e outros

Eu que há tantos anos procurava que me germinassem , não ideias mas práticas,

(que raio de cultura grassa, inculta)
algum fundo de mar visionável, ou até um horizonte sem fundo,
algum sossego, se azul, se verde,
deslembrando-me para trás, e desdobrando-me hoje, na modéstia dos dias e dias económicos
(que se estão esquecendo que não tivemos subsídios de Natal - "onde isso vai, Gregório! limite-se a conduzir a parelha, sff!" - e que aguardamos uns trocos para férias sempre adiadas - e que:
e que vêm aí guilhotinas de unsmilmilhões a cortar não sei de onde, em quem onde, sendo os mesmos),
dizia: eu e outros como eu, espantados com tanto desplante.



Repentinamente os abutres, os vampiros e as lesmas do mar.
Não sei que diabo (foi da tv!) de correlação encontro: mas que antes queria estar em outro sítio, antes queria!