terça-feira, setembro 05, 2006

Learning to pause II


... fui a um pacote de chá de ervas, donde retirei este precioso conselho:

"Harmony is the inner cadence of contentment we feel when the melody of life is in tune.
When somehow we're able to strike the right chord - to balance the expectations of our families and our responsibilities in the world on one hand, with our inner needs for spiritual growth and personal expression on the other ...
Usually, when the distractions of daily life deplete our energy, the first thing we eliminate is the thing we need most: quiet, reflective time. Time to dream, time to think, time to contemplate what's working and what's not, so that we can make changes for the better...
Learn how to pause."

(Sarah Ban Breathnach, livro que não conheço nem li, nem tenho intenção de ler: A Daybook of Comfort and Joy)

Portanto, além do chá me fazer bem, estas palavrinhas simples afagaram-me os espinhos.

Escolhi, pois
Não as soleiras das portas, as pedras, as dunas, o banco vermelho do jardim abandonado, a ponte japonesa, o regato doce, o sofá antigo
Não os mil postos de trabalho vazios
ou as ruas de outra cidade densa
Mas o sumptuoso lugar donde posso ver o cenário, onde o horizonte acaba de um lado verde, doutro lado azul
(e entretanto, procurar laboriosamente o significado das pequenas esculturas e símbolos que
se foram desenhando na minha vida)

Os amigos-pérolas deste colar sabem que eu estou, pertença dos laços que fomos explorando, feliz por ter acesso ao arco-íris que visito
das pequenas ervas, dos poemas, das festas de aldeia, das paisagens, dos lamentos, da filosofia, das músicas e pinturas, das ironias e dos romances.

10 comentários:

Teresa Durães disse...

procuro essas pausas, preciso dessas pausas. mais do que a família e sou condenada por isso.

quem é ser pensante, como tu, quem é sensível, sabe disso.

a família é um canto num espaço mas não é o espaço. quem entende?

bebe mais desse teu chá. aqui, ali, mas bebe.

greentea disse...

O CHÁ FAZ SEMPRE FALTA - EM CASA OU EM QUALQUER OUTRO LUGAR..

as pausas também

MaD disse...

Que dizer disto?
Nada. Que não sei.
Apenas que também não posso deixar de dedilhar esse colar e afagar as pérolas das quais a Bettips faz parte integrante.

vida de vidro disse...

Acho que sorvi um pouquinho do teu chá. E senti-me uma pequena parte do teu colar de pérolas.
Quinta da Regaleira? Sumptuoso, de facto. Que encontres os significados do que for passando por ti! **

bettips disse...

Sim, sim, sim. Até já. Bjs

Teresa Durães disse...

a ideia é estudar aquela época e desenvolver...adivinha como!

Teresa Durães disse...

recebi notícias de email :)

beijos!

Licínia Quitério disse...

É a paz que procuramos. A pausa, como bem dizes. E o encontro com alguns pedacinhos de nós, por aqui dispersos. A magia da Regaleira ampliada pela imaginação a que damos asa plena. Até não sabermos onde estamos, com quem estamos, o que queremos mesmo. Aproveitemos este espaço/tempo que nos é dado. Também disto as nossas vidas se estão alimentando.
Desculpa tanta filosofia barata, mas o clima por aqui é propício a divagações.

Beijos.

Anamargens disse...

As pausas e o chá, mais o colar de pérolas que prezamos, que afagamos, são pedaços fundamentais dos dias e das Vidas.
Um beijo.

Jardineira aprendiz disse...

E que falta fazem estas pausas e esta harmonia! Hoje sentei-me ao ar livre à espera de uma pessoa, e senti o quanto estava a fazer falta simplesmente sentar e olhar para uma manhã de bruma. Corremos tanto, lemos tanto, discutimos tanto, e no fim só bebemos a essencia numa pausa solitária para um chá, ou na contemplação de uma manhã de bruma!
Beijinhos e boa pausa!