







... E já que fotografias são como cerejas, em bolos e em molhos ...
Uma das "meninas", do outro lado do mar grande, faz anos hoje.
Pessoas que visito, mais ou menos regularmente, mas sempre "encontro" nestes caminhos descobertos, do que agrada, dá gosto ou conhecimento: tertúlias das vidas cruzadas.
Impossível tantos e ao mesmo tempo!
Por isso me é tão difícil aceitar prémios e escolher preferências - todos os que visito ou visitei, comentei, li, sabem que o fiz não por cortesia mas por prazer puro da descoberta.
Assim, Mila disse há mais de um ano que gostava de "vidros": aqui estão eles, acompanhados de alguns baús que sei que aprecia, como um postal de Parabéns.
E apetecia-me dizer "Pretty woman, go on in our company"!
Com prémios ou sem, colhemos e recebemos os net-amigos com deferência e gentileza.
domingo, outubro 19, 2008
Para "Pitanga Doce"
Espectáculo










Escolhida que foi esta foto para o PPP de fim Setembro, este "passar o barco" tão perto de nós e todos, sentados num molhe de madeira, perfeitamente tranquilo.
A maior rambla que atravessa Barcelona em direcção ao mar, foi acrescentada e quase faz parte dele. Pode-se passear sobre água até ao grande Centro Maremagnum, comer um gelado, jantar ou simplesmente "estar" e ver.
Eu que confesso não gostar e evitar CC (e mais uma vez, não entrei!) achei este irresistível, nas suas linhas arredondadas como onda, oblíquas, espelhadas, uma ilusão de navio.
Estará então aqui o "espectáculo" nesta sucessão de imagens ao perto, ao vivo - e ao longe, numa vista inolvidável sobre a cidade da arquitectura: tão bem soube enquadrar as suas linhas modernas num mar antigo. Pelos meus olhos e recordação, e em menos duma década, a modificação é admirável!
terça-feira, outubro 14, 2008
Placa

Continuo
petulante e sonhadora muitíssimas vezes,
com uma placa de intenções
debaixo do braço.
Apesar dos bichos assustadores e anunciantes.
Ao voltar III

... observo as praias do "ser"
onde outros constroem os seus castelos de areia
as suas fortificações de palavras
cabanas de meias verdades
corpos-cenários
Mentes mutáveis-descartáveis.
Acções da bolsa humana.
Desvalorizam.
(ironia acompanhando as metafóricas quedas; que tantos barcos se vêem ao largo...)
***
DEI: aos meus blogs de referência, os habituais e os outros, contei algumas dezenas nos meus Favoritos mais os amigos que (re)conheço, concomitante-a-mente os dos PPP: alguma paciência me falta: e faz falta, essa coisa da paciência: escorregadia areia em ampulheta.
Nunca esqueço quem passou ou passa: será ??? esse o meu principal defeito agudizante.
Ou seja: é arma de dois gumes.
Ao voltar II
...da minha-ilha-de-mim
eu-pequena
eu-adolescendo
eu-mulher
eu-perto / eu-longe
eu-amante
eu-trabalhadora do não-tempo
eu-família
eu-amada
eu-mãe / eu-mão
eu-amiga / eu-desavinda
eu-pássaro
eu-terra
eu-peso
eu-ar
eu-pedra
Ao voltar I
Morrem pessoas que eu conheci jovens.
Morrem inutilmente e sem as palavras dos filmes.
Permanecem os muito velhos que se voltaram para a inconsciência fácil dos meninos.
Vivem inutilmente e sem as palavras dos filmes.
Nem uns nem outros saberão jamais corrigir.
O mal que fizeram e o bem que deixaram de fazer.
***
Vivemos única e principalmente no amor que nos memoriza.
terça-feira, setembro 16, 2008
O dobrar de Setembro
Deixo desejos votos enlaces
pendurados numa árvore.
Uma estátua no muro, acenando o tempo das uvas.
E vou ver o espaço, as cegonhas.
As pedras e águas.
Atravesso pontes de hábitos.
Reflectir o brilho das coisas como um vidro, a paisagem interior fazendo-se fora de mim.
domingo, setembro 14, 2008
A Esperança





As palavras de M.
" A esperança posta nas crianças e no que elas forem capazes de fazer pelo mundo.
Se elas forem melhores do que aquilo que encontrarem, ou se não desistirem do que de bom também forem encontrando, a Paz será possível. Que coisa melhor para um ser humano do que conseguir manter dentro de si a força interior das suas convicções? Serão luz no mundo.
E todos esses gestos que aqui vemos nos inspiram e nos fazem pensar em não deixar morrer, dentro de nós, a esperança na bondade do ser humano."
As fotografias são minhas, excepto a do símbolo da Paz ao longe, que a tirei duma revista.
O sentimento é também meu, expresso pela voz escrita de M.
A Paz





A palavra do PPP desta semana foi "Esperança".
Não conheço agora este menino, de retrato antigo. Terá mais de 30 anos.
Será gestor, pai, cientista, professor, desempregado?
Enche-me a enorme angústia e esperança, pelos seres que não pedem para nascer.
Indefesos da vida e condições que lhes iremos proporcionar.
Não escolhem os pais e, se calhar, nem os caminhos.
Hão-de querer a Paz.
Por eles a pedimos. Além de pedir, lutámos por ela.
Lutaremos pelos meios que soubermos ou pudermos.
quinta-feira, setembro 11, 2008
Das prateleiras


Pensar ainda na minha pintura preferida.
Um dia farei um quadro com os tecidos-trapos que não couberam nas fotografias.
Um dia escrevo o livro.
Um dia solto o grito.
Há mais uma caixa com eles, os recortes de tecido: estes são dum tempo de "criança em casa", com florzinhas e retalhos do passado, lençóis, vestidos.
E não sei porquê, procurei as minhas miniaturas: as que me disseram "não vejas, não ouças, não fales". Conselhos que não sendo por doenças, custam imenso a seguir. No entanto, guardo os sentidos por vezes: em prateleiras imaginárias com imaginárias pessoas.
Tenho as respostas e as perguntas na cabeça, por mais que os macaquinhos acenem das prateleiras do tempo. Pena não ter um sótão!