segunda-feira, agosto 31, 2009

A Patuleia e a Maria da Fonte








Não sei se foram os rasgos televisivos destes dias; ou porque a minha doce avó dizia que "era uma patuleia" quando havia confusão entre vizinhas!

Ou as seguintes frases:
"inversão da tendência decrescente"
"abrandamento do ritmo de contracção"
"economia a ficar nivelada"
"nós somos, nós faremos"

e um grande ETC.

Chega de análises, previsões, opiniões - interessam-me as sínteses.
Cada vez mais o que se vê: o rico-rico, o pobre-pobre. Os do meio flutuam, entre a agoniada esperança e o desesperado medo do futuro.

Ruas e canais com muito movimento, notícias em fogo do outro lado do mundo quando vejo fumo no horizonte e da minha janela...

Se é difícil governar e pago para isso, mais difícil me parece ser governado, mal pago, manipulado, dirigido por gentes mentirosas e sem categoria moral.
Por máscaras e narizes torcidos. Palhaçadas.

Meter a justiça e o social na gaveta, exibindo-os quando dá jeito.

Sobre estes aspectos da perfídia - entre o que dizem e o que fazem - mais a opinião de um nobre "boy" sobre a semântica da "ética", M. A. Pina escreveu uma bela crónica, no JN de 28 Agosto. Um lembrete para as memórias curtas e os esqueletos nos armários (ou na despensa).

4 comentários:

Filomena Barata disse...

Como bem dizias, bastava ser crente no antes e no depois ...
mas não, semeiam-se tantas "batotas" em ruas estreitas!

jl disse...

Registei: "Chega de análises, previsões, opiniões - interessam-me as sínteses.
Cada vez mais o que se vê: o rico-rico, o pobre-pobre. Os do meio flutuam, entre a agoniada esperança e o desesperado medo do futuro."

É como dizes!

Alien8 disse...

Subscrevo. E mais ainda, assino por baixo! :)

Um abraço.

M. disse...

Pois é, estamos cansados de tanta palhaçada que nem vontade de rir dá.