quarta-feira, junho 15, 2011

O campo






Não me parece - falo para mim mesma - que goste só de mar e pedras!
Pensando bem.
Gosto também do cheiro da erva cortada, do palrar dos bichos com o falar das pessoas.
Dos vulgares pardais do entardecer precoce, nos montes.
Dos ninhos abandonados, em Outubro
e de estradas,
assim
incompletas

(até depois)

11 comentários:

mfc disse...

Não fico completo sem o interior!
É aí que busco sempre refúgio quando dele preciso.

Teófilo M. disse...

A primeira fotografia aflige-me porque assume o infinito, já as outras parece que trazem cheiro e até um pouco de vento...

goiaba disse...

Há dias que não vinha cá. Li e gostei. Obrigada

Filoxera disse...

Como eu...
Gosto das fotos.
Beijos.

viajante disse...

Por aqui, enfiaram o Campo numa Avenida. Talvez seja "bem" ir assim ao campo. E a Liberdade dos que cá vivem, onde fica?

Campo verdadeiro,como o do teu post. Sim.

jrd disse...

Gosto do teu gostar.
Até depois.
Abraço

Justine disse...

A natureza. A terra. O primordial. A serenidade do correr lento dos dias...

Lizzie disse...

Paisagens do tempo (dos tempos) que sobra, que se enrola quase sentido como uma renda de naperón nos dedos vazios de todos os outros mundos.

Paisagens rituais reguladas pelo circulo entre as matinas e as vésperas, pela naturalidade da morte de pessoas e animais, cada um com vida ligada à função de servir o que "sempre foi e assim será" que qualquer destempero tráz o diabo ao equilibrio.

Na minha morada, cá,que tem cheiros e sons de campo,vingo-me um bocadinho do tempo que não tenho, que me prende as estradas (e as visitas), a contar as estrelas. A absorver distãncia. Antes de me deitar. Faz de conta que o Universo é um berço paciente da pequenez.

Tudo...mas o mar...os rios...a água...não percebo do assunto mas parece que são necessidades das pessoas com signo de terra:)

Beijinhos

M. disse...

Que faríamos nós sem o berço e sem os caminhos da Natureza? Seríamos certamente mais pobres de corpo e alma e menos felizes. Lindas as cores e o movimento de vida que aqui nos mostras.

Maria disse...

Nunca uma estrada será completa.
Vamos percorrer a nossa estrada. Vens?
Gosto das fotos. E do cheiro a terra húmida, e a relva cortada.

Beijo, bettips.

Anónimo disse...

E aquelas hastes, tão frágeis, suportam toda a passarada que nelas habita! Para onde foram as andorinhas que nos deixaram no fim de Junho?