quinta-feira, novembro 23, 2006

As palavras gastas e a beleza do Gerês




Como nem me apetece falar e usar palavras sendo roupa, deixo a água e a lonjura do Gerês. Ar limpo. Cubro-me dessa recordação e teia de olhares.
E o abraço da poesia eterna. Escolhida antítese ao sentimento de alegria que nos dá fruir a Natureza. Terra generosa que se abre como as veias/versos dos poetas.


Poema de Rafael Alberti – poeta espanhol (1902 – 1999)
Cantado por Paco Ibañez (Album “La Poesia Española de Hoy e de Siempre” 1970)

Cuando tanto se sufre sin sueño y por la sangre
Se escucha que transita solamente le rabia,
Que en los tuétanos tiembla despabilado el odio
Y en las médulas arde continua la venganza,
Las palabras entonces no sirven son palabras.

Manifiestos, artículos, comentarios, discursos,
Humaredas perdidas, neblinas estampadas,
Que dolor de papeles que ha de barrer el viento,
Que tristeza de tinta que ha de borrar el agua!

Ahora sufro lo pobre, lo mezquino, lo triste,
Lo desgraciado y muerto que tiene una garganta
Cuando desde el abismo de su idioma quisiera
Gritar que no puede por imposible, y calla.

Sinto esta noche heridas de muerte las palabras
..........

6 comentários:

Teresa Durães disse...

em espanhol? ai ai ai

mas as imagens valem por tudo!!

gerês minho minho Gallecia (esquecendo os habitantes família é o verde minho que metade das minhas costelas transportam)

onde corri e rasguei a pele
e trepei às árvores
e falei com as ervas
e conheci os olhos lindos das vacas
que me acalmavam
só de as ver

:)))

beijos grandes para ti!

bettips disse...

Não falo espanhol mas como todos os portugueses "lo intendo"! E achei lindo na língua original, perdoem, em vez de me pôr a traduzir e perder o ritmo. Se alguém o quiser fazer...

Teresa Durães disse...

não todos, não todos, há os broncos (como eu!!)

beijos

FOTOESCRITA disse...

Belíssimo!
M

Bela disse...

Só desta vez reparei neste poema q aqui tinha...
Conheço este poeta.Gosto muito deste poema.Assim, na língua mãe.
Bonito.

Bjs da menina dos retalhos

despertando disse...

O poema tirou-me as palavras, as fotos a respiração...
Parabéns