quarta-feira, setembro 10, 2008

Das gavetas





...os rastos. Nem sabia que tinha guardado, ou onde, este antigo (1987) programa de "VIENA 1900", exposição na Casa de Serralves.
São meses em que acontecem coisas diferentes.
Maio, Setembro.
Inesquecível a exposição: tinha tudo o que eu gostava.
Até o café vienense e a "apfelstrudel".
Recuperado o gosto do papel e guardado, religiosamente, num livro lindíssimo, da Taschen, sobre Gustav Klimt.

terça-feira, setembro 09, 2008

Rios meus





Faltavam-me aspectos do rio que fui inventando.
Apontamentos por aqui, nas paredes de mim, minha casa, meu lar rarefeito e torre do meu tombo.
Como se estivesse em estágio de todas as artes, a brincar às pinturas. Pelo prazer e tão só.
Mas sim, são aspectos do rio que conheço melhor.
Até o chegar-lhe com a mão, denso e barrento, nas cheias de má memória.

sábado, setembro 06, 2008

D'ouro





...que será filho de todos esses afluentes que sabíamos de cor.
Aconselhamento: ir fazer essa viagem no tempo.
Antes que tudo acabe por cair na tal fuligem e os turistas sejam tantos que nos pensem forasteiros. E a gente se sinta, também, em terra alheia e folclórica.

Filho de rios





Ainda reminiscências de cruzamentos, entre rios e memórias.
A delícia que foi viajar no comboio histórico.
Feliz surpresa, chegar escura e fuliginada por todo o lado.
Da Régua ao Tua, num aniversário, há anos.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Debruçada ...







...deixando o rio
entregue ao seu destino
frio
geométrico.
Margens de amêndoa e vinha
lagaretas e socalcos
pedras e montes altos.
E isto não é um poema,
calha-me no pensamento:
interessa mais o "obema"
a miúda em boa hora
tudo o que passa nos rios e lagos
estradas e estrados,
estádios,
desde que se não veja
e seja
"lá fora"!

Indiferente gente!

De novo Tua





A imagem é das termas e do santinho que lá mora
(e tudo me rima hoje!).
Termas de S. Lourenço.
A água é morna e sulfurosa mas não é "spa" nem há pedras quentes a não ser as do tanque.
Há uns anos, encontravam-se assim as instalações à volta.
Tratavam-se os compadres do reumático, as mulheres das suas queixas, as peles dos seus eczemas. Isto desde o séc. XVIII pelo menos, anotado. Mas como já morreram de velhos, também não erram a opinião.
Calados estão.
Dos novos, não sei a história.
Vai no adro a procissão.
E há sobrolhos levantados: ai de quem trave a recuperação económica de alguns! O mesmo se dirá da lhaneza de princípios, afins, (a) meios, governantes e outros.

quarta-feira, agosto 27, 2008

Sempre o TUA











No deambular dos tempos fascistas.
Na pretensão dos democratas de alcatrão e betão.

Sempre belo. Onde "estrangeiros" o comprariam, o levariam, se pudessem!

Aqui, a culpa é toda virgem e entregue a comissões de inquérito - gente que ganhará bem e encontra sempre trabalho, pela quantidade de empregos criados. A bem dizer, guio-me pelo anúncio de "firmas de inquéritos" que pululam por tudo o que é acidente.

Deslize, papel perdido, mulher não assistida, condenado fugido da condicionada (levemente) liberdade, carro em sentido proíbido, conduta de água rebentada, camião desgovernado, as comissões de inquérito abrangentes tratam de tudo.

***
Lembrei daquele rio bravo entre pedras: com a distância de quase 40 anos.
E espantei os olhos ao ver hoje o idêntico, ali, chapado no écran.
Sem que nenhuma culpa encontrada, a não ser de haver pessoas sofridas. E um rio belo e solitário, lá pelos montes de trás.

sexta-feira, agosto 22, 2008

Da Pausa

Olhar a água como quem vê futuro


Dobrar esquinas e bordar o olhar

Desencarcerar as rosas e abrir janelas





Da Luxúria dos adereços

... da Gula de peixe flutuante

... da Preguiça de santinho
e outros pecados capitais que não nos era permitido ter em crianças!

Sabe bem, o relaxar das mãos, o vagueio vago.
Imaginar e planear: novos risos antes que o Verão se despeça, a correr, no horizonte mais curto de horas.

Sair do íntimo das casas, mesmo que de vez em quando, e encontrar gente com identidades autênticas.

Reparar como se fosse a primeira vez: nas esquinas iluminadas, na cantaria trabalhada, nas mensagens, nos anúncios ... ah soltar a cabeça e olhar para o alto.

Como gosto de turistar também nos sítios já conhecidos!!!

quarta-feira, agosto 13, 2008

O fim de festa


E creio ter visto ao fim do dia, uma nuvem côr de rosa sobre o azul líquido.

Sentimentos belos e repartidos, equitativamente.

Abraços. Até à vista.

DEI (depois de escrito isto): informo que me encontro repartida(mente) entre pastas e memórias futuras, temendo ficar como Narciso, olhando babada(mente) fotos e fotos chegadas das hábeis mãos já treinadas nestas lides!

Aniversário em (câmara l) "enta"

Rosas e um bolo cantado com Amizade, todos fotogénicos. A Amizade, essa brilhava!


Sardinhas que preferiam a praia, saltaram da travessa, travessas!


Tivemos a "sorte" por companhia e panos de riso esvoançando no azul.


E era sempre em frente!


Janelas engalanadas para quem "jogava em casa" e a promessa de pelo menos haver pão, real.

Um cão quase saltou o muro para se juntar ao grupo. Outros ficaram, tal como os companheiros gatos, heroicamente esperando os donos.



A um toque de clarim vindo dos lados de Mafra, alguns pés e pneus se puseram a caminho e vontades se juntaram.
Com decoro, o quorum possível e afinado coro, se realizou o (e)vento!

Houve quem viesse da outra banda (o avião é pura coincidência). Quiçá de bandas inesperadas.

sexta-feira, agosto 01, 2008

A fechadura


...no trinco, porta encostada, em sossego.
(verdade que o mês de agosto me é excessivo, deixá-lo ir passando!)

Forte doce enigmática: a pequena face muda.
Pregos enormes nas tábuas velhas da memória, polida pelos séculos.
"Até depois" - diz o tempo.

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