terça-feira, março 10, 2015

Breves, as camélias deste ano

Com tantas notícias de cortes e maldades várias, até a minha visão das camélias estreitou!
Os bocados de Primavera-a-vir, sol, ar, foram rateados e diminuídos, tal como as pensões, os subsídios, a cobertura dos serviços sociais... E não dando para voos mais altos, fica-se pela casa, pelo quarteirão, pela rua, pela cidade.
Na Casa Tait, as camélias e os diversos aspectos deste Março que se queria de promessas:



O belo Tulipeiro despido, árvore classificada mas tão "triste" estava, já decepada de um dos seus ramos principais.



















Assim a esperança
possa florescer.

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Os caminhos vários

Os passos largos, os tempos perdidos, as florestas encantadas e os caminhos nelas.

 
Quadro de Klimt, foto minha

  Largou-se um vento, veio o largo rio da memória. 

 

Similitudes, ou perdidas e frágeis semelhanças, aparências e lembranças, do meu lugar.
Calando todos os gestos, as folhas e o tempo delas, os papéis e o passado deles.
Tantas as folhas caídas, as palavras escritas, as vozes perdidas da fala.


quinta-feira, janeiro 29, 2015

Faltam-me

... camélias, como o ar.
As mesmas casas a cair,
as mesmas caras vazias.







Os cruzamentos: seria capaz de me lembrar de muitas frases ditas nessa rotunda.
E casas e caras: inteiras.
(manter a chama)

segunda-feira, janeiro 12, 2015

Início de 2015

Dos pequenos nadas do novo ano,
ficam as belas despedidas do velho.







De novo, os pássaros escutam e espreitam o que virá a seguir nos horizontes.

quarta-feira, dezembro 31, 2014

Fim do Ano 2014

Despeço-me das coisas comuns, dispo-me de mais um ano.
Não foi um ano inventivo, não foi um ano de (in)centivo.
Também não o foi inactivo.








Amigos que ficam, amigos que vão, pedras que (re)conheço.
Sinto-me, sento-me.

Que a saúde, a harmonia e, sobretudo, a vontade de continuar lúcidos, nos acompanhem por mais tempo, mais anos.

quinta-feira, dezembro 25, 2014

É Natal

... finalmente!
Os dias curtos e as reflexões longas. Acenações e encenações.





As mãos (também) falam muitas linguagens.
Viagens e companhias, rever gentes, famílias e nem tanto.
Alegrias por vezes, quando as cidades são afáveis.

Assim são as festas num "take away" dos dias.


sábado, dezembro 13, 2014

Da luz

... de Lisboa, deixo o olhar das aves.






As notas do "boro" e os quimonos, o pulsar da cidade naquilo que me agrada nela.
As pequenas lembranças.





Em suspenso.


Quando, na volta, sentir o cansaço das estrelas fingidas.

quarta-feira, dezembro 03, 2014

A voar

A sonhar


sobre o nascimento dos séculos


sobre os sonhos
translúcidos.
(O meu lirismo ultrapassa, sempre, a minha inteligência)

quarta-feira, novembro 26, 2014

Esquecido o S. Martinho

... e o verão dele, não iria passar o Novembro e estas modas da tv,


sem que um sorriso mordaz, de castanha, aqui houvera.
Picos...