quarta-feira, dezembro 12, 2007

Descalços no parque I








Tento o vislumbre "além de".
Mas o pensamento visível desliza pela superfície das palavras-coisas que me são oferecidas.
Era uma tarde fria e feliz, fulgurante.

Um acaso que novo os cisnes me tentem o olhar.

Talvez pela elegância me façam recordar algumas das poucas pessoas que nem conheço.

11 comentários:

jlf disse...

A associação do filme com os cisnes... Gostei.

Ainda bem que era uma tarde feliz e fulgurante. Ainda que fria.
Talvez por isso o pensamento visível te deslizava pela superfície das palavras-coisas que te eram oferecidas.

Mais um dos teus momentos de poesia.
De que gosto.

abr

Meg disse...

Sempre que venho aqui - eu sei que ando ausente... coisas! - tenho sempre a mesma sensação de "ter chegado".
E aí, apetece-me sentar e ficar a contemplar nesta paz que aqui se respira.
Não sei se já te tinha dito isto.
A mesma sensação que, pelo CR, me troxe até ti.

Mil beijos

Jardineira aprendiz disse...

São tão boas as tardes felizes, ainda que frias! Com cisnes e lembranças boas. E nessas tardes o pensamento desliza à velocidade certa. É assim, ou estarei a delirar? :)

Mr. Lynch disse...

Bettips;
Adoro a última fotografia... Adoro a tranquilidade que transmite. É nestes locais ou à beira Tejo que gosto de recarregar as baterias após uma semana frenética.
*

M. disse...

Sim, descalços. Para melhor sentir o caminho. Ou para nos magoarmos nele. As fotografias estão belíssimas. E deve ser bom ser cisne branco.

ângela marques disse...

sabes q eu sou portuense? apenas amante do alentejo:)))))))

nana disse...

uau, uau, uau....


obrigada por esta partilha.



..




x

nnannarella disse...

São muito mais românticas as tardes frias...:) - Como o era esse filme. (Parece que estou a rever o parque atapetado de folhas e eles de cobertas e de abraços.)Diria que o que expões convida serenamente a dormir num banco de jardim, entre os cisnes, as fulgurações ocres das árvores e algum pensamento à volta de quem nunca se viu. Beijo

jawaa disse...

Só a poesia pura pode ter inventado que os cisnes cantam apenas quando se sentem morrer.
Fica bem isso aos cisnes... acrescenta-lhes magia.

nnannarella disse...

Por acaso essa ideia do "canto do cisne" é mesmo triste, mas que se tornou metáfora eterna é bem verdade.

Antes de continuar, vom ver os ocres das árvores...:)

nnannarella disse...

vom = vim