sábado, novembro 10, 2007

Viena Monumental








Porque os monumentos me falam da História dos povos, a cidade contou-me a sua história.
Pelos Museus, pelos edifícios, pela grandiosidade das praças, pela memória infausta e ainda mal sarada.
Sem que perdesse o encanto. Porque se modernizou, se abriu e se aceitou, respeitando o renascer da Arte do princípio do século XX.
Uma cidade verde é sempre uma cidade bela, para mim. Tanto mais que as pessoas andam na rua em segurança, os transportes funcionam, as bicicletas circulam, as crianças correm nos parques e se sente uma tranquilidade que só pode ser transmitida por uma economia organizada.

Não fiz juízos de valor sobre o passado nem o futuro da Europa. Queria sentir, ver, fruir, a cultura tão diferente da cultura dos países do Sul.

4 comentários:

jlf disse...

E que monumentalidade, a de Viena!...
E quantas mais demonstrações de uma história rica de recordações de grandiosidade!
Mas... Há também a tal "memória infausta e ainda mal sarada", é verdade.
Uma "cultura tão diferente da cultura dos países do Sul"?
E que diferença!...
Triste sina a dos periféricos!

Perdido disse...

Mantenho-me no que já disse, mas que isso não seja entendido como juízo de valor: é apenas um juízo de preferência.

Ponhamos as coisas nos seguintes termos: se tivesse dinheiro para viajar, errar e perder-me e, naturalmente, fosse forçado a fazer escolhas, iria para bandas onde predominassem as formas recurvadas e não as linhas rectas, onde houvesse caminhos de pé posto, ou ladeiras íngremes para subir, quiçá trepar a pulso, em vez de percorrer alamedas largas cinzeladas a buxo e tília, etc (sabes o que quero dizer). É puramente subjectivo, porque sou ousado nesses meios e profundamente tímido nas grandes urbes e multidões. (Excepção para Manhattan, mas isso é história que não vem ao caso)

A monumentalidade acho-a excessiva. Mesmo quando "os monumentos me falam da História dos povos" - de que não discordo - acho que gritam. Enfim! Entende isto como um desabafo. Há aqui um "se" irrealizável - se tivesse dinheiro.

Mas a segurança, a eficácia, os transportes alternativos, os espaços verdes, as crianças a correr e a tranquilidade, são outra coisa, são vida com qualidade. Concordo contigo no ponto da economia organizada, já não sei se na cultura (implicitamente afirmada) dos países do Centro (ou do Norte?). Viena fica numa encruzilhada de estradas entre Norte e Sul, entre Leste e Oeste, ponto de convergência de todos os corredores da Europa, e isso dá-lhe a oportunidade da troca, cultural ou comercial, que faz a grandeza dos países.

Isto vai longo e não era essa a ideia. Vou aprendendo com os meus olhos a cidade que revelas (que pena já não poder fazer o trocadilho com o revelar da fotografia!). Gostei muito.

M. disse...

E foi no edifício da Ópera que assistimos à "Salomé". Inesquecíveis, a arquitectura, o ambiente, a obra, as vozes.

M. disse...

E volto para dizer que, para quem apreciar esta obra de Richard Strauss , encontra à venda um DVD especialíssimo da Decca com a Orchestra of The Royal Opera House, Covent Garden; voz, corpo, expressão, tudo, de Catherine Malfitano como Salomé; coreografia muito bela. Na minha opinião, a não perder